Brasil espera mais investimento português na energia
O ministro de Minas e Energia brasileiro disse hoje esperar mais investimentos das empresas EDP e Galp no Brasil, mas nada adiantou sobre uma eventual aquisição de capital da petrolífera portuguesa pela Petrobras. "Desconheço esse assunto", respondeu à agência Lusa Márcio Pereira Zimmermann quando questionado sobre a possibilidade de a Petrobras, empresa de capitais maioritariamente estatais, entrar na Galp em substituição dos italianos da ENI.
O governante, que lembrou a atuação da Galp no Brasil, considerou existir uma "interação muito grande" com a Petrobras e defendeu a continuidade da parceria. No Brasil desde 1999, a Galp Energia, em parceria com a Petrobras, está
presente em cerca de 20 projetos, dos quais o campo Tupi - que tem reservas estimadas entre cinco e oito mil milhões de barris de petróleo e gás natural - é o principal.
O ministro brasileiro referiu ainda à experiência portuguesa e a da Petrobras em África, acreditando que neste continente pode ser potenciado mais trabalho para as duas empresas. "São empresas, têm a lógica empresarial, mas o que tem ocorrido é, normalmente, a complementaridade", declarou, considerando que esta traz "bons negócios para as duas empresas".
Márcio Pereira Zimmermann, que hoje participou num fórum sobre energia na Expo 2010, em Xangai, na China, afirmou também que a EDP, no mercado brasileiro desde 1996, está a cumprir um "papel interessante" no país, adiantando existir "expectativa" de que a empresa "aumente os investimentos na área da geração".
Apontando os "vários negócios de construção de hidroelétricas" que a empresa portuguesa tem realizado no Brasil, Márcio Pereira Zimmermann admitiu ainda que "com a expansão forte" que o país vai ter na área hidroelétrica nos próximos anos a EDP vai tornar-se um "forte ator".
De acordo com o seu sítio na Internet, a EDP Energias do Brasil, criada em 2000, é uma holding que detém investimentos no sector de energia elétrica, estando presente no segmento de geração em seis estados e no segmento de distribuição em dois estados. Em 2010-07-06.
UE: economia portuguesa entre as três que mais crescem
A economia portuguesa foi uma das três que mais cresceram, em termos relativos, no primeiro trimestre de 2010, segundo dados do Eurostat divulgados esta quarta-feira e que revêem em alta os números do PIB português.
De acordo com a segunda e última estimativa do gabinete europeu de estatística para período, o PIB de Portugal expandiu-se a uma taxa de 1,1%, ultrapassado apenas pela Irlanda (+2,7%) e pela Suécia (+1,4%), revelam os dados corrigidos da sazonalidade.
Os dados do Eurostat para Portugal foram revistos para cima. Assim, a variação homóloga atualizado (1,8%) compara com 1,7% da estimativa anterior, enquanto o valor da variação em cadeia (1,1%) também melhorou uma
décima.
O Produto Interno Bruto (PIB) da Zona Euro aumentou 0,6% face a igual trimestre de 2009, progredindo 0,2% em cadeia, uma modesta décima acima do verificado nos últimos três meses de 2009.De acordo com os dados do gabinete da UE, o PIB dos Dezasseis beneficiou de um crescimento de 2,1% nas exportações (+3,8% nas importações), enquanto as despesas de consumo das famílias recuaram 0,1% e o investimento caiu 1,2%. Em 2010-07-07.