Artigos
.jpg)
Art. 154-A: Invasão de Dispositivo Informático - O Novo Crime do Código Penal
Fabio Lobosco Silva *
Em 03.12.2012 foi publicada pelo Diário Oficial da União a Lei 12.737/2012, responsável por promover alterações ao Código Penal, inserindo algumas figuras específicas de delitos praticados em meio digital. O diploma legal é fruto do Projeto de Lei 2793/2011, de autoria do Deputado Paulo Teixeira (PT/SP), mas a discussão sobre o assunto é antiga, longa, morosa e cheia de polêmicas.
Para culminar nesta alteração, ao longo de mais de uma década surgiram outras propostas parlamentares, tal como o PL 84/99 (conhecido como Lei Azeredo), além de opiniões diversas de especialistas, a divulgação on line ilícita da nudez de uma atriz global e inúmeras manifestações de uma sociedade virtualmente consolidada e bastante temerosa com o lado escuro da Internet. É verdade que esta última lei optou por um tratamento mais raso à problemática, eximindo-se de versar sobre matérias como pornografia infantil virtual, a questão da guarda de logs, violação virtual de direitos autorais, dentre outras. Entretanto, apesar de tardias, as modificações são oportunas e representam passo importante para enfrentamento do tema.
Leia o artigo completo aqui
COMO MAXIMIZAR A SUA VISITA A UMA FEIRA INTERNACIONAL
Primeira Questão:
Porque razão as feiras são Únicas?
Em primeiro lugar porque é o único meio de marketing que permite utilizar na sua plenitude os nossos 5 sentidos, isto é, podemos, por exemplo, numa feira de estética ou de alimentação usar o olfacto, ver os produtos, escutar apresentações, podemos tocar e manusear o produto, assim como, se o for o caso, degustar e utilizar assim o nosso paladar.
No entanto a principal razão deve-se à possibilidade única de permitir o FACE 2 FACE, isto é a capacidade de nos relacionarmos pessoalmente com os outros, colocar a oferta e a procura frente a frente, de estabelecer laços de relacionamento, discutir ideias e soluções e sobretudo incrementar o processo de “networking”. Segundo a conceituada revista “Harvard Business Review” num estudo datado de Setembro de 2009, concluiu que “95% dos CEO inquiridos a nível mundial afirmaram que as reuniões Face to Face são o factor chave no momento de criar relações a longo prazo e que tem um elevado impacto na comunicação pessoal”.
Este é sem dúvida o segredo porque as feiras são oportunidades únicas para realizar negócios e estabelecer relações duradouras.
O que nos motiva a visitar uma feira
Porque para além de pretendermos relacionarmos com o nosso semelhante e assim gerar oportunidades de negócio, existem outros motivos porque é importante visitar uma feira, como sejam:
São úteis para obter informação sobre novidades, as feiras permitem assistir ao “vivo e a cores” às demonstrações e apresentação de novos produtos e / ou serviços;
Permitem pré seleccionar as empresas que nos interessam e realizar compras / negócios “cara a cara” com o vendedor;
Permitem-nos validar as características dos produtos ou serviços antes da compra;
Facilitam comparações de preços;
Permitem elevar o nosso conhecimento porque proporciona a possibilidade de assistir a workshops, seminários, que são fontes indiscutíveis de informação sobre as tendências e a evolução do sector;
Geram oportunidades de negócio e estimulam novas ideias
Oferecem a informação para avaliar as possibilidades de uma futura participação como expositor.
Mas sobretudo permitem-nos encontrar
“Soluções para a nossa necessidade.”
No entanto e para que a nossa visita tenha sucesso é necessário planeá-la antecipadamente, assim como estabelecer um objectivo prévio.
Todos sabemos que o tempo utilizado fora do nosso escritório é precioso, para mais na actual situação económica, o nosso tempo deve ser aproveitado do melhor modo possível. Honoré Balzac dizia que “o tempo é o único capital de quem só possui a fortuna da sua inteligência”.
Na minha opinião, uma das melhores formas de aproveitar o nosso tempo é sem dúvida na visita a uma feira, desde que saibamos organizar a nossa visita de forma a obtermos o retorno desejado.
Assim, um dos primeiros aspectos a considerar é definir um objectivo, claro e específico: Compras? Conhecer Novidades? Soluções para o seu problema? Seja qual for, defina-o de forma SMART.
Seja específico, mensurável, atingível, realista e num tempo definido, só assim poderá avaliar o retorno do tempo investido e os negócios gerados.
Definido o objectivo, devemos agora planear a visita a uma determinada feira, assim o nosso próximo passo será:
Clique aqui e leia mais.
COMÉRCIO EXTERIOR BRASIL X CPLP:
O ENLP – Encontro de Negócios na Língua Portuguesa será uma excepcional oportunidade para relacionamento entre os empresários de língua portuguesa, para a troca de experiências e o atendimento às mais diversas necessidades, de produtos, de parcerias, de tecnologia.
Preparamos um ambiente propício a negócios com Painéis de apresentação de oportunidades nos países da CPLP, Rodadas de Negócios, Exposição de produtos e tecnologias, Petróleo & Gás, Serviços, Palestras com especialistas, Fórum de debates sobre Oportunidades x Dificuldades, Logística e caminhos para os Negócios Internacionais.
Vivemos um momento de reorganização global, de reposicionamento de economias, onde os desafios são distintos e as chances de sucesso grandes, caso haja estratégia, relacionamento e inteligência comercial. Isto é o que o ENLP vai proporcionar aos participantes: informações, relacionamentos, negócios e o melhor: Em Português!
Como bem disse o atual Ministro da Defesa e Ex Ministro das Relações Exteriores Celso Amorim, a África tem sede de Brasil, "Para cada problema africano existe uma solução brasileira". Então é hora de apresentar estas soluções à CPLP e fazer diferente, ousar e conquistar a África através da cooperação e da tecnologia, do ensino e da capacitação, do empreendedorismo e do apoio.
Os negócios do Brasil com a CPLP vinham em franco crescimento até 2008, ano do início da Crise Financeira Internacional, atingindo a cifra de US$ 6,598 Bi na corrente comercial deste ano. A partir daí os valores apresentaram quedas resultando em negócios totais de US$ 3,622 Bi em 2010, explicadas em parte pela diminuição relativa de compra em função da Crise e em parte pelo excelente desempenho do mercado interno brasileiro. Projeta-se para 2011 a volta do crescimento destes valores, demonstrando que o apetite da África pelo Brasil é grande e que este é sim um grande mercado e que grandes negócios podem ser realizados com resultados positivos para todos os lados.
Precisamos observar que mesmo com o agravamento da crise de Portugal, as trocas comerciais entre este país e o Brasil cresceram em 2011, as trocas com Angola também tiveram expressiva elevação, o mesmo acontece com Moçambique, o que demonstra que sempre há apetite por determinados negócios e neste mundo globalizado a necessidade de agir em bloco é premente, pois potencializa os resultados. Com isto, o ENLP é sem dúvida uma chance de se criar um forte relacionamento entre empresários da CPLP, multiplicando as chances de ganhos multilaterais.
Nós que fazemos a organização do evento estamos comprometidos com o sucesso das rodadas de negócios, dos painéis temáticos, das exposições de produtos, palestras, convidados especiais em busca do objetivo maior que é realizar negócios.
O momento é propício, a oportunidade é única, a hora é esta. Faça sua inscrição, prepare-se e venha realizar grandes negócios no Encontro de Negócios na Língua Portuguesa.
Roberto Marinho
Presidente Câmara Brasil Angola – CE
Vice Presidente Câmara Brasil Portugal – CE
Gerente Regional Nordeste Câmara Brasil Moçambique
Diretor da Ceará Trade Brasil.
O Brasil é um país seguro para investimentos?
Trabalhando com clientes estrangeiros é muito comum ouvirmos a seguinte pergunta: o Brasil é um país seguro para investimentos?
É claro que como brasileiros temos a tendência a defendermos o nosso país, mas, independente do amor que sentimos por nossa pátria, as informações divulgadas pelos diversos órgãos de informação mostram que a resposta a essa pergunta é positiva: sim, o Brasil é um país seguro para investimentos.
Veja-se, por exemplo, que recentemente o Brasil tornou-se um país referência mundial nos fatores econômicos e de desenvolvimento, recebendo, inclusive, o tão cobiçado investment grade na classificação da rigorosa agência de classificação de riscos Standard & Poor’s. Ou seja, o Brasil alcançou o nível máximo no grau de investimentos, tornando-se um país seguro para investidores, conforme se pode ver, por exemplo, clicando aqui.
SEJA UM DANÇARINO. ATRAIA OS SEUS CLIENTES! (como conquistar novos clientes - e reforçar nos actuais - com a utilização das novas medias sociais
Keywords: Gestão, Networking, Newbusiness, Vendas
Os anos que correm têm sido complicados no que diz respeito, pelo menos, à conquista de novos Clientes. Estes, quando aparecem no mercado, são largamente disputados e fazem-se (ou podem fazer) valer desta sua posição de força. Na relação Clientes Vs Fornecedores, a força cada vez mais pende para os Clientes, cada vez mais bem informados sobre a oferta de produtos entre os similares e concorrentes, que também se torna maior e mais diversificada. Os consumidores têm a seu favor o espaço geográfico de compra cada vez é mais alargado, para não dizer mundializado. Estas justificações, por si só, são demonstrativas da transferência de poder.
Lembro-me, com os meus 16 anos de aplicar parte da minha mesada a encomendar LP´s pela COB Records. A dificuldade que era em obter a listagem deles e, sobretudo, a ter que escolher um. Em seguida era esperar, com ansiedade, que os correios entregassem o LP. Hoje em dia conseguimos importar música de todo o lado. Música e não só.
Leia o artigo completo clicando aqui.
OPORTUNIDADES NO COMÉRCIO EXTERIOR Crónica: A importância de ser... Português
(*) por Gonçalo Rebelo de Almeida, director de Marketing e Vendas Vila Galé
Portugal está este ano a passar uma situação efectivamente difícil e algo de totalmente novo para a geração abaixo de 40 anos, na qual eu me incluo.
No entanto, enquanto destino e produto turístico acho que o país nunca esteve tão bem. Embora concorde que há aspectos a melhorar em termos de arranjos de espaços verdes, recuperação de fachadas de edifícios, criação de esplanadas e mais alguns detalhes, podemos seguramente afirmar que as nossas actuais infra-estruturas (Hospitais, vias de acesso, transportes, etc) estão bastantes competitivas no panorama internacional. A oferta hoteleira e de restauração, bem como as actividades de animação e passeios turísticos apresentam um elevado padrão de qualidade e são bastante competitivas em termos de preço.
Os Portugueses devem fazer férias cá dentro, não porque temos de ajudar o país, mas essencialmente porque temos um grande destino de férias.
Portugal é um destino e uma marca que têm de ser promovidos realçando as especificidades e diversidade que nos caracterizam, com uma oferta cultural, gastronómica e paisagística únicas no Mundo. Portugal apenas precisa de se afirmar enquanto marca de qualidade e prestígio, reforçando as açoes de promoção nos mercados externos e dando a conhecer ao consumidor final o produto que temos.
Na minha opinião, dos 4 clássicos P’s do marketing, os P’s de produto e preço estão bastante consistentes, temos que trabalhar a promoção e a distribuição.
Esta promoção de Portugal, enquanto marca, deve ser um desígnio não apenas do sector do turismo mas de todos os outros sectores de actividade pois tal permitirá aumentar as exportações de todos os nossos produtos (Vinhos e azeites, Têxteis, Equipamento tecnológico, Cultura, etc). No fundo, deveríamos ter um departamento de marketing do país que potenciasse a divulgação da marca “Portugal”, como qualquer outra empresa.
Deveríamos tentar concentrar os múltiplos micro-orçamentos de marketing das associações de promoção, das autarquias locais, do ministério da cultura, do instituto da vinha e ministério da agricultura, do sector das pescas e industrias e fazer uma grande campanha de marketing nacional no exterior promovendo a marca Portugal e os produtos portugueses.
A responsabilidade pelo desenvolvimento do país pertence a todos – estado, empresas, particulares – e não adianta reclamar constantemente da situação e ficar à espera que alguém nos resolva os problemas. O crescimento virá do esforço conjunto de todos trabalhando cada vez mais e melhor.
Temos um grande país e em conjunto temos agora que dar provas ao exterior de que assim é.
por Gonçalo Rebelo de Almeida, director de Marketing e Vendas Vila Galé.
Oportunidades no comércio exterior
(*) Jorge Mendonça - Gerente do Ambiente de Micro e Pequena Empresa do Banco do Nordeste
Uma boa parte das micros e pequenas empresas nordestinas estará, mais cedo ou mais tarde, diante do enorme desafio de se inserir no mercado externo. O processo de internacionalização é uma alternativa para encontrar novas oportunidades para o crescimento e de realização de novos negócios, além de permitir que essas empresas alcancem condições mais favoráveis para desenvolver os seus produtos e serviços, melhorando a sua imagem frente ao mercado e se tornando mais competitivas.
Em 2009, segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), apenas 12.230 micros e pequenas empresas (MPEs) brasileiras venderam para outras nações e os valores negociados representaram pouco mais de 1% do total comercializado pelo Brasil naquele ano.
Em países com uma cultura exportadora mais desenvolvida, a participação das MPEs nas vendas externas ultrapassa a marca de 40%. Somado a esse fato, mais de 75% dos valores exportados por micros e pequenas empresas são originados de apenas cinco estados (São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina). Portanto, falando em Região Nordeste, é possível atestar que o desafio é ainda maior.
No Brasil, a ambiência para que as micros e pequenas empresas possam exportar ainda é desfavorável, sobretudo para aquelas que desejam iniciar esse processo, embora seja possível identificar alguns avanços. O governo disponibiliza programas específicos e linhas de crédito apropriadas para incentivar a participação da MPE no mercado externo, mas a ausência de informações e de uma “cultura exportadora” ainda impõem barreiras para a inserção dessas empresas. Além disso, os setores em que as MPEs desenvolvem as suas atividades são de baixa capacidade de inovação, dificultando o acesso a mercados mais exigentes.
No momento, Governo Federal e entidades representativas do segmento têm que focar na identificação das principais dificuldades e necessidades das MPEs ao exportar. Fazendo o mapeamento desses gargalos que emperram a inserção das micros e pequenas empresas no mercado internacional, o governo poderá definir com maior propriedade as ações que devem ser adotadas para resolver os demais entraves que ainda interferem nesse processo.
Além de facilitar o acesso ao mercado internacional, é importante que sejam oferecidas as condições adequadas para que as empresas possam desenvolver produtos e serviços inovadores e com a qualidade necessária para se tornarem competitivos nesse mercado. Preparar os nossos empresários para essa empreitada é indispensável para o sucesso nesse enorme desafio.
Se o crescimento da economia brasileira nos últimos anos permitiu a consolidação de uma grande quantidade de micros e pequenas empresas – com inegável impacto na Região Nordeste, este é um momento bastante favorável para se consolidar o processo de ajuste dessa realidade com uma maior inserção dessas empresas no comércio internacional.
GESTÃO E CRESCIMENTO DAS MPE's BRASILEIRAS
(*) Marta Campêlo - Mestre em Negócios Internacionais e coordenadora do Programa de Internacionalização das MPEs do Sebrae-CE
Segundo estudo feito em 2010 pela Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), contratado pelo Sebrae Nacional, o Ceará contava, em 2009, com 358 empresas exportadoras, sendo 190 (53%) micros e pequenas. Essas MPEs foram responsáveis por um volume de US$ 19,3 milhões em exportações, 1,8% do total exportado pelo Estado.
Isso significa que menos da metade das empresas do Ceará (47%) exportaram montante correspondente a 98,2% do total. Trata-se, portanto, de um desequilíbrio acentuado entre as empresas exportadoras do Ceará, no que diz respeito ao volume de negócios efetuados.
Os dados das exportações das MPEs de 2010 ainda não foram divulgados, mas, certamente, não apresentarão diferenças significativas em função da conjuntura econômica atual e da crise financeira internacional, estabelecida a partir de 2008. Por outro lado, a desvalorização cambial não tem estimulado investimentos de pequenas empresas para inserção no comércio internacional, aliado ao fato do mercado interno encontrar-se muito aquecido.
A globalização resultou, porém, em mudanças sociais e político-econômicas em todos os setores, trazendo transformações significativas para a gestão e o crescimento das empresas. A concorrência internacional está bem próxima das MPEs, trazendo uma ameaça iminente para o seu status quo. Para enfrentar essa realidade atual, as empresas procuram opções para sua sobrevivência e a oferta de novos produtos e serviços, além do ingresso em outros mercados.
A decisão de internacionalizar a empresa está relacionada direta e ou indiretamente a diversas motivações como o aumento da produção, menor dependência do mercado interno, absorção de novas tecnologias, imagem promocional, dentre outras vantagens competitivas que as empresas adquirem quando estão internacionalizadas.
As pequenas empresas ainda enfrentam, entretanto, algumas dificuldades para a internacionalização dos seus bens e serviços, como o desconhecimento do mercado de destino, das barreiras técnicas, tarifárias e não tarifárias, o idioma, as exigências burocráticas.
Vale ressaltar, porém, que as MPEs já contam com políticas públicas sérias e estruturadas para o enfrentamento dessas dificuldades. Além disso, existem incentivos fiscais à exportação, como o drawback, bem como mecanismos de apoio às exportações de bens e serviços que têm contribuído sobremaneira para a inserção de um universo crescente de pequenas empresas no Exterior. Em geral, as receitas das exportações de bens e serviços para outros países são beneficiadas por desonerações tributárias.
No Ceará as MPEs contam com a sinergia de diversas instituições, que somam esforços em prol do desenvolvimento da cultura exportadora e da inserção delas no mercado internacional. Como exemplo podemos citar o Programa de Internacionalização das MPEs do Sebrae-CE, desenvolvido com apoio da Comissão de Comércio Exterior do Ceará.
O DESAFIO DO MERCADO INTERNACIONAL
(*) Roberto Marinho - Diretor da Ceará Trade Brasil e presidente da Câmara de Comércio Brasil Angola (CE)
No Brasil, as micros e pequenas empresas (MPEs) representam aproximadamente 95% das empresas formais, empregam 52% das pessoas ocupadas e contribuem com 20% do Produto Interno Bruto (PIB). Daí a importância delas no aumento da participação brasileira no comércio internacional, hoje pouco superior a 1%.
A internacionalização das MPEs do Brasil é um desafio que será vencido através de um amplo esforço coletivo, que por meio de vários programas e ações, viabilizarão a exportação de produtos e serviços originados das MPEs, a exemplo do que é feito pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) através do Projeto de Internacionalização.
A saída é dotar as MPEs de conhecimento internacional e capacidade de inovação, flexibilidade e cooperação dos agentes de governo que induz a internacionalização das empresas, a expansão dos negócios e o ganho de competitividade. Isso resulta em maior solidez no mercado interno, criando um círculo virtuoso para as empresas e para o País. Observa-se que há uma relação muito forte entre inovar, internacionalizar, crescer, ganhar competitividade e se posicionar melhor no mercado interno. Para isso é necessário também crédito diferenciado, considerando as características das operações e das empresas.
O Brasil ocupa hoje um lugar de destaque no radar internacional, porém é necessário que as MPEs estejam preparadas para o surgimento de inúmeras oportunidades, onde a velocidade de adaptação aos acontecimentos e o entendimento das especificidades de cada país é que vão ditar o sucesso.
No início de sua internacionalização, as MPEs podem lançar mão da exportação indireta, através de parcerias sólidas com comerciais exportadoras. A Apex lançou em 2008 o projeto Tradings do Brasil visando dar maior credibilidade à relação das empresas com as comerciais exportadoras do Brasil. Estas parcerias não eliminam a necessidade de a empresa apostar no aprendizado contínuo, no treinamento especializado no produto e no mercado e no controle dos custos. A participação nas Câmaras de Comércio bilaterais ampliam o leque de informações e são fundamentais na interação com governos, empresários e sociedade.
É extremamente importante a aprovação das mudanças no Supersimples permitindo que os valores com exportações possam superar os limites impostos pelo sistema de tributação até o teto de R$ 7,2 milhões anuais. Isto fará com que se amplie a participação das PMEs no mercado externo, pois desonera a exportação e diminui o custo dos produtos, minimizando os efeitos do câmbio que tornou o real supervalorizado frente ao dólar. Hoje, das quase cinco milhões de empresas enquadradas no Supersimples, só 12 mil exportam.
A criação do Ministério da Micro e Pequena Empresa, o reforço das ações do Sebrae, órgãos de fomento às exportações, Câmaras de Comércio e Empresários, reforçarão a inserção e manutenção desta grande força de trabalho no mercado internacional, aproveitando assim o excelente momento que o Brasil vive no radar mundial dos negócios.
O CEARÁ PRECISA PRIORIZAR RELAÇÕES COMERCIAIS COM A ÁFRICA
(*) José Nelson Bessa Maia
No final da última década do século XX, o Ceará parecia despontar como uma das pontas de lança do Brasil rumo ao continente africano, considerado uma nova fronteira geoeconômica e prioridade geopolítica da política externa nacional. Com efeito, a abertura dos voos da TAP para Lisboa e da TACV para Cabo Verde e o foco da ação promocional do governo do Estado, do SEBRAE e da Federação das Indústrias (FIEC) rumo a países como Cabo Verde, Angola e Senegal rendeu bons frutos, tendo alavancado vendas externas para aqueles mercados africanos e incentivado os pequenos e médios empresários cearenses a buscar expandir suas exportações e estabelecer parcerias de negócios com nossos vizinhos atlânticos. Isso resultou num salutar processo de internacionalização da economia cearense e indicava uma promissora expansão de nosso comércio exterior, renda e emprego.
Leia Mais
APROVEITAMENTO DOS CRÉDITOS DE PIS/COFINS SOBRE OS VALORES PAGOS ÀS OPERADORAS DE CARTÃO DE CRÉDITO
A Receita Federal do Brasil (RFB) publicou no ultimo dia 18 de fevereiro um Ato Declaratório Interpretativo visando unificar o entendimento do órgão acerca do aproveitamento dos créditos de PIS/COFINS sobre os valores pagos às operadoras de cartão de crédito.
Leia Mais
SERÁ QUE TEREMOS DE SER ROUBADOS PARA A NOSSA VIDA MELHORAR?
Quero contar-vos duas situações recentes que presenciei no Brasil.
A primeira foi um roubo no Museu de Arte de São Paulo (www.masp.uol.com.br) no final do ano de 2007. Duas das obras mais emblemáticas desse museu, um Portinari, conceituado pintor brasileiro, e um Picasso, artista de renome mundial, foram roubadas em Dezembro. Ambas avaliadas em mais de 350.000€. Preocupação nacional. O património cultural dessa cidade (e do Brasil) tinha sido delapidado. Nada que não tivesse já acontecido (e continua a acontecer) no nosso país e por esse mundo.
LEIA MAIS.
Enviado por *João Paulo Marques
DÊ VIDA AOS SEUS CARTÕES DE VISITAS
Estes cartões não são uma invenção do Marketing, muito menos das modernas técnicas de Relações Públicas. Os chineses, inventores do papel com fibras (105 d.C.) foram os primeiros utilizadores desta poderosa ferramenta de relacionamento. Utilizam-nos desde o séc. XV, dois séculos antes de serem postos em uso na Europa. Em ambos os casos, em primeiro lugar, na vertente de Cartões de Apresentação que, com o tempo, passaram a ser indispensáveis nas cortes e na aristocracia; posteriormente, os homens de negócios perceberam o seu potencial e deram-lhe uma nova funcionalidade, Cartões de Negócios. Como podem ver, estes pequenos gadgets do passado tiveram e têm (e atrevo-me a dizer, terão) uma grande importância no mundo dos negócios e na socialização do Homem nos tempos de hoje.
LEIA MAIS.
Enviado por *João Paulo Marques
UPSELLING -Já o pensou fazer no seu negócio?
Sabe o que é Upselling?
É uma técnica de vendas através do qual um vendedor (e não um tomador de pedidos) induz o Cliente a comprar itens mais caros, upgrades ou outros add-ons numa tentativa de fazer vendas mais rentáveis. Upselling envolve geralmente a comercialização dos serviços / produtos mais lucrativos. Mas Upselling também pode ser simplesmente expor o Cliente a outras opções que ele ou ela pode não ter considerado anteriormente.
Há vários sectores onde se pode fazer Upselling, para não dizer quase todos. Vou debruçar-me sobre um sector em que esta estratégia pode ser aplicada gerando resultados imediatos e onde a qualidade do serviço, no meu ponto de vista, deixa muito a desejar. Também porque o acto de estar à mesa é muito nosso. Negociamos à mesa, convivemos à mesa, gostamos de estar á mesa.
Os Portugueses gostam de fazer negócios à mesa. Ou pelo menos iniciá-los. Algumas vezes, múltiplas reuniões sucedem e nada acontece. Coisas nossas. Mas não é sobre esta forma de fazer negócios que vos quero falar. Quero sim abordar o relacionamento, entenda-se negócio, que os empregados de mesa (e sem desprimor que falo desta categoria profissional) mantêm e desenvolvem com os Clientes.
Sem entrar em considerandos sobre algum mau serviço que é prestado …acho que resisto a não falar até ao fim …quero apenas dar exemplos como se pode aumentar o ticket médio de cada refeição.
Claro que, para isto, devemos ter empregados / colaboradores formados, empenhados, educados…etc.
Falo então de fazer Upselling no serviço de restauração.
1) Defina os itens que pretende que se faça o upselling
Há produtos que momentaneamente podem ter margens melhores. Um acordo especial com uma empresa de vinhos, de queijos, etc., pode ser a razão para desenvolvermos esta estratégia.
2) Não "chateie" o Cliente
Esta é uma regra de ouro para todos os negócios. Não é dar-lhe sempre razão, entenda-se.
Quando o Cliente pede sugestões, abre-se a porta para o Upselling. No entanto, nada impede que delicadamente se possa sugerir "algo" que esteja particularmente bom ou que seja bastante benéfico em termos de margens para o restaurante. Se perceber que não tem abertura, não hipoteque, por meia dúzia de euros, um Cliente, maçando-o.
Leia mais
ENERGIAS RENOVÁVEIS, DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E LIMPO
*Carlos Duarte
O desenvolvimento económico verificado nas últimas décadas acentuou a necessidade de se descobrirem novas formas de produção de energia que satisfaçam as necessidades das modernas sociedades humanas.
Se atendermos à previsão da Agência Internacional de Energia (The 2009 World Energy Outlook - International Energy Agency), que aponta para um aumento da procura de petróleo de 2.000 mtoe (milhões de toneladas em equivalência de petróleo) para 16.800 mtoe em 2030, entendemos a necessidade de se desenvolverem formas alternativas de produção de energia.
A própria diferença no ritmo de evolução das diferentes formas de energia acentua esta necessidade: petróleo e gás natural são as fontes de energia que crescem mais lentamente (crescimento anual de 1,2%, de 2005 a 2030), enquanto que as energias renováveis são a fonte de energia que regista maior crescimento expectável (incremento de 2,1% anual de 2005 a 2030).
Energias renovávei e o Estado do Ceará
No campo das energias renováveis, permita-se destacar a realidade do Estado do Ceará: possui 542MW de energia eólica instalada com potencial estimado em cerca de 35 GW e em Tauá procede-se à instalação de uma central solar fotovoltaica que atingirá 50MW de capacidade.
Ainda no Ceará destacam-se experimentos com vista à produção de biocombustíveis a partir de algas, bem como o interesse de investidores estrangeiros em instalar unidades de produção de etanol celulósico e biodiesel de origem não alimentar.
Sublinhe-se ainda a produção de conhecimento científico que é possível observar no nosso estado, destacando-se uma iniciativa académica de prestígio que se realizará em Março de 2011: Ciclo de Conferências “Hidrogéneo e o futuro energético sustentável do Estado do Ceará” - Universidade Estadual do Ceará – UECE (www.uece.br/eventos).
A Conferência de Cancún e o Fórum Latino Americano de Investimento
Congratulamo-nos com os resultados da conferência sobre mudanças climáticas em Cancún ao aprovarem, por 193 países participantes, a criação de um Fundo Verde para ajudar os países menos desenvolvidos nos esforços de preservação do ambiente. Desta forma se ultrapassa parcialmente o fracasso de Copenhaga.
Se bem que não se tenham ainda obtido compromissos para maiores reduções nas emissões de dióxido de carbono, foi um resultado significativo pelo facto de implicar Estados Unidos e China no esforço internacional para a diminuição do aquecimento global.
Apesar de não existirem metas definidas, a nível internacional, para a redução das emissões de dióxido de carbono, existe uma consciência geral, ao nível das pessoas e das organizações, da necessidade de se adoptarem práticas mais defensivas e protectoras do meio ambiente.
As principais empresas mundiais adoptam “práticas verdes” pois sabem tratar-se de uma factor decisivo por parte dos seus consumidores alvo. Igualmente ao nível dos investimentos, é cada vez mais importante, para uma empresa de porte, apresentar características de respeito pelo meio ambiente como forma de atrair investidores e captar recursos. Esta preocupação foi possível de detectar no Fórum Latino Americano de Investimento que decorreu em São Paulo nos dias 8 e 9 de Dezembro de 2010, com os interesses voltados para a palestra conjunta da ECOFOREST (CEO John Unneberg) e da Câmara Brasil Portugal no Ceará (Director de Agronegócios) dedicada ao tema: Ecological Investments in Brazil (http://www.opalgroup.net/conferencehtml/current/latin_american_investment_forum/latin_american_investment_forum_agenda.php).
Sob a forma de conclusão, deseja-se a elevacão da proporção de energias renováveis limpas presente no consumo energético mundial, em detrimento do peso do consumo de energia a partir de energias não renováveis e produtoras de gases com efeito de estufa. Com a expectativa de bom desempenho do Estado do Ceará e do Brasil em geral nesta nova equação de desenvolvimento limpo e sustentável.
*Carlos Duarte
Primeira Questão:
Porque razão as feiras são Únicas?
Em primeiro lugar porque é o único meio de marketing que permite utilizar na sua plenitude os nossos 5 sentidos, isto é, podemos, por exemplo, numa feira de estética ou de alimentação usar o olfacto, ver os produtos, escutar apresentações, podemos tocar e manusear o produto, assim como, se o for o caso, degustar e utilizar assim o nosso paladar.
No entanto a principal razão deve-se à possibilidade única de permitir o FACE 2 FACE, isto é a capacidade de nos relacionarmos pessoalmente com os outros, colocar a oferta e a procura frente a frente, de estabelecer laços de relacionamento, discutir ideias e soluções e sobretudo incrementar o processo de “networking”. Segundo a conceituada revista “Harvard Business Review” num estudo datado de Setembro de 2009, concluiu que “95% dos CEO inquiridos a nível mundial afirmaram que as reuniões Face to Face são o factor chave no momento de criar relações a longo prazo e que tem um elevado impacto na comunicação pessoal”.
Este é sem dúvida o segredo porque as feiras são oportunidades únicas para realizar negócios e estabelecer relações duradouras.
O que nos motiva a visitar uma feira
Porque para além de pretendermos relacionarmos com o nosso semelhante e assim gerar oportunidades de negócio, existem outros motivos porque é importante visitar uma feira, como sejam:
São úteis para obter informação sobre novidades, as feiras permitem assistir ao “vivo e a cores” às demonstrações e apresentação de novos produtos e / ou serviços;
Permitem pré seleccionar as empresas que nos interessam e realizar compras / negócios “cara a cara” com o vendedor;
Permitem-nos validar as características dos produtos ou serviços antes da compra;
Facilitam comparações de preços;
Permitem elevar o nosso conhecimento porque proporciona a possibilidade de assistir a workshops, seminários, que são fontes indiscutíveis de informação sobre as tendências e a evolução do sector;
Geram oportunidades de negócio e estimulam novas ideias
Oferecem a informação para avaliar as possibilidades de uma futura participação como expositor.
Mas sobretudo permitem-nos encontrar
“Soluções para a nossa necessidade.”
No entanto e para que a nossa visita tenha sucesso é necessário planeá-la antecipadamente, assim como estabelecer um objectivo prévio.
Todos sabemos que o tempo utilizado fora do nosso escritório é precioso, para mais na actual situação económica, o nosso tempo deve ser aproveitado do melhor modo possível. Honoré Balzac dizia que “o tempo é o único capital de quem só possui a fortuna da sua inteligência”. Na minha opinião, uma das melhores formas de aproveitar o nosso tempo é sem dúvida na visita a uma feira, desde que saibamos organizar a nossa visita de forma a obtermos o retorno desejado.
Assim, um dos primeiros aspectos a considerar é definir um objectivo, claro e específico: Compras? Conhecer Novidades? Soluções para o seu problema? Seja qual for, defina-o de forma SMART.
Seja específico, mensurável, atingível, realista e num tempo definido, só assim poderá avaliar o retorno do tempo investido e os negócios gerados.
Definido o objectivo, devemos agora planear a visita a uma determinada feira, assim o nosso próximo passo será:
Em primeiro lugar porque é o único meio de marketing que permite utilizar na sua plenitude os nossos 5 sentidos, isto é, podemos, por exemplo, numa feira de estética ou de alimentação usar o olfacto, ver os produtos, escutar apresentações, podemos tocar e manusear o produto, assim como, se o for o caso, degustar e utilizar assim o nosso paladar.
No entanto a principal razão deve-se à possibilidade única de permitir o FACE 2 FACE, isto é a capacidade de nos relacionarmos pessoalmente com os outros, colocar a oferta e a procura frente a frente, de estabelecer laços de relacionamento, discutir ideias e soluções e sobretudo incrementar o processo de “networking”. Segundo a conceituada revista “Harvard Business Review” num estudo datado de Setembro de 2009, concluiu que “95% dos CEO inquiridos a nível mundial afirmaram que as reuniões Face to Face são o factor chave no momento de criar relações a longo prazo e que tem um elevado impacto na comunicação pessoal”.
Este é sem dúvida o segredo porque as feiras são oportunidades únicas para realizar negócios e estabelecer relações duradouras.
O que nos motiva a visitar uma feira
Porque para além de pretendermos relacionarmos com o nosso semelhante e assim gerar oportunidade |