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(*) José Nelson Bessa Maia
Ao longo dos últimos 25 anos, Portugal prosperou e se modernizou, experimentando um período de convergência de renda aos níveis médios da União Europeia
Portugal aderiu à União Europeia em 1986, 10 anos após a restauração da democracia. Ao longo dos últimos 25 anos, Portugal prosperou e se modernizou, experimentando um período de convergência de renda aos níveis médios da União Europeia, mas este processo estancou a partir de 2001. Com um PIB de 229 bilhões de euros, o País representa hoje apenas 1,4% da economia da União Europeia.
Entre as principais causas para a desaceleração esteve o amortecimento da demanda interna, principalmente como resultante dos altos níveis de endividamento do setor privado (empresas e famílias) contraído na década de 1990, assim como do menor crescimento da produtividade e da renda pessoal disponível. Desde 2001, a economia experimentou duas recessões técnicas, antes da recessão da Zona do Euro como um todo, e desde então tem havido tentativas mal-sucedidos de recuperação.
Enquanto o crescimento do PIB se elevou em 2006 e 2007, a recuperação não foi particularmente robusta em comparação com as anteriores e este ritmo lento da atividade econômica refletiu tanto fatores cíclicos como problemas de natureza mais estrutural. Isso também pode ser visto no desempenho recente do investimento, que caiu a uma taxa média anual de 2,3% no período 2001-06, corroendo substancialmente a capacidade produtiva.
Os problemas estruturais da economia portuguesa também revelam uma tendência declinante no crescimento das exportações, o que evidencia a dificuldade do País para competir em preço nos mercados de bens de baixo valor agregado, que sofrem a concorrência das nações emergentes da Ásia e outros países menos desenvolvidos. Além disso, países da Europa Oriental e de outras regiões já estão produzindo bens de tecnologia média e superior, de modo que a economia portuguesa enfrentará uma concorrência internacional cada vez mais acirrada a menos que possa implementar reformas destinadas a liberalizar setores-chave (tais como serviços e telecomunicações), aumentar a eficiência produtiva, bem como tornar o seu mercado de trabalho mais flexível.
As pressões inflacionárias não foram controladas durante a maior parte do período 2000-2010, apesar da persistência de um hiato do produto negativo. Como resultado, a inflação portuguesa esteve acima da média da Zona do Euro durante vários anos. No entanto, ela caiu abaixo da média europeia no final de 2007 e permaneceu baixa ao longo de 2008 e início de 2009. O diferencial de inflação tem sido uma preocupação porque o baixo crescimento da produtividade tem levado a aumento nos custos unitários da mão-de-obra e um consequente mau desempenho em termos de competitividade internacional.
A deterioração na produtividade do trabalho é o resultado de baixa aplicação de tecnologias de informação (TI) nas indústrias, bem como de uma taxa decrescente de utilização da mão-de-obra. No entanto, é também, em parte, devido ao inchaço do Governo central - que detém uma proporção muito grande da força de trabalho (10,4% da população empregada) e, portanto, é responsável por elevados gastos - embora reformas destinadas a reduzir o número de servidores públicos e limitar despesas tenham sido implementadas nos últimos dois anos.
Apesar de déficit fiscal ter caído para 2,6% do PIB em 2007 de 3,9% em 2006, e manteve-se inalterado em 2008, subiu para mais de 9,3% do PIB em 2009, como resultado da recessão e das medidas anti-cíclicas do governo para reativar a economia. No entanto, a gravidade da crise fiscal grega levantou preocupações sobre outros países da Zona Euro com finanças públicas fracas. Isto forçou o Governo português anunciar planos para reduzir o déficit fiscal de 7,3% do PIB, em 2010, para 2,8% em 2013, embora muitas das medidas só começarem a ter impacto em 2011. Cerca de 50% da redução prevista do déficit para 2013 será a partir de cortes nas despesas. A folha salarial também cairá devido à redução no emprego público, ao congelamento salarial e aos reajustes de proventos limitados à inflação até 2013. O investimento público também será reduzido para 2,9% do PIB em 2013 contra 4,9% do PIB no ano passado, enquanto o orçamento de defesa também foi cortado.
No entanto, as tentativas anteriores de consolidação fiscal foram abortadas em face da pressão política contrária de grupos de interesse altamente organizados. Devido a isso, a situação fiscal do País se deteriorou levando à crise de confiança nos mercados internacionais de capitais e ao aumento desmesurado dos juros dos títulos portugueses, o que obrigou Portugal a negociar um pacote de ajuda junto à União Europeia e ao FMI em junho de 2011. Apesar dos sacrifícios impostos pelo ajustamento, esta é a oportunidade que os portugueses têm para executar um programa até então sempre adiado de reformas financeira, fiscal e estrutural que façam o País crescer de forma sustentada e competir nos mercados externos.
José Nelson Bessa Maia
(*) é mestre em Economia pela Universidade de Brasília (UnB), ex-assessor especial para assuntos internacionais do Governo do Ceará, economista do Corecon-DF e doutorando em Relações Internacionais na UnB
Fonte: Jornal O Povo em 29.08.11
COMÉRCIO EXTERIOR BRASIL X CPLP:
O ENLP – Encontro de Negócios na Língua Portuguesa será uma excepcional oportunidade para relacionamento entre os empresários de língua portuguesa, para a troca de experiências e o atendimento às mais diversas necessidades, de produtos, de parcerias, de tecnologia.
Preparamos um ambiente propício a negócios com Painéis de apresentação de oportunidades nos países da CPLP, Rodadas de Negócios, Exposição de produtos e tecnologias, Petróleo & Gás, Serviços, Palestras com especialistas, Fórum de debates sobre Oportunidades x Dificuldades, Logística e caminhos para os Negócios Internacionais.
Vivemos um momento de reorganização global, de reposicionamento de economias, onde os desafios são distintos e as chances de sucesso grandes, caso haja estratégia, relacionamento e inteligência comercial. Isto é o que o ENLP vai proporcionar aos participantes: informações, relacionamentos, negócios e o melhor: Em Português!
Como bem disse o atual Ministro da Defesa e Ex Ministro das Relações Exteriores Celso Amorim, a África tem sede de Brasil, "Para cada problema africano existe uma solução brasileira". Então é hora de apresentar estas soluções à CPLP e fazer diferente, ousar e conquistar a África através da cooperação e da tecnologia, do ensino e da capacitação, do empreendedorismo e do apoio.
Os negócios do Brasil com a CPLP vinham em franco crescimento até 2008, ano do início da Crise Financeira Internacional, atingindo a cifra de US$ 6,598 Bi na corrente comercial deste ano. A partir daí os valores apresentaram quedas resultando em negócios totais de US$ 3,622 Bi em 2010, explicadas em parte pela diminuição relativa de compra em função da Crise e em parte pelo excelente desempenho do mercado interno brasileiro. Projeta-se para 2011 a volta do crescimento destes valores, demonstrando que o apetite da África pelo Brasil é grande e que este é sim um grande mercado e que grandes negócios podem ser realizados com resultados positivos para todos os lados.
Precisamos observar que mesmo com o agravamento da crise de Portugal, as trocas comerciais entre este país e o Brasil cresceram em 2011, as trocas com Angola também tiveram expressiva elevação, o mesmo acontece com Moçambique, o que demonstra que sempre há apetite por determinados negócios e neste mundo globalizado a necessidade de agir em bloco é premente, pois potencializa os resultados. Com isto, o ENLP é sem dúvida uma chance de se criar um forte relacionamento entre empresários da CPLP, multiplicando as chances de ganhos multilaterais.
Nós que fazemos a organização do evento estamos comprometidos com o sucesso das rodadas de negócios, dos painéis temáticos, das exposições de produtos, palestras, convidados especiais em busca do objetivo maior que é realizar negócios.
O momento é propício, a oportunidade é única, a hora é esta. Faça sua inscrição, prepare-se e venha realizar grandes negócios no Encontro de Negócios na Língua Portuguesa.
Roberto Marinho
Presidente Câmara Brasil Angola – CE
Vice Presidente Câmara Brasil Portugal – CE
Gerente Regional Nordeste Câmara Brasil Moçambique
Diretor da Ceará Trade Brasil.
O Brasil é um país seguro para investimentos?
Trabalhando com clientes estrangeiros é muito comum ouvirmos a seguinte pergunta: o Brasil é um país seguro para investimentos?
É claro que como brasileiros temos a tendência a defendermos o nosso país, mas, independente do amor que sentimos por nossa pátria, as informações divulgadas pelos diversos órgãos de informação mostram que a resposta a essa pergunta é positiva: sim, o Brasil é um país seguro para investimentos.
Veja-se, por exemplo, que recentemente o Brasil tornou-se um país referência mundial nos fatores econômicos e de desenvolvimento, recebendo, inclusive, o tão cobiçado investment grade na classificação da rigorosa agência de classificação de riscos Standard & Poor’s. Ou seja, o Brasil alcançou o nível máximo no grau de investimentos, tornando-se um país seguro para investidores, conforme se pode ver, por exemplo, clicando aqui.
SEJA UM DANÇARINO. ATRAIA OS SEUS CLIENTES! (como conquistar novos clientes - e reforçar nos actuais - com a utilização das novas medias sociais
Keywords: Gestão, Networking, Newbusiness, Vendas
Os anos que correm têm sido complicados no que diz respeito, pelo menos, à conquista de novos Clientes. Estes, quando aparecem no mercado, são largamente disputados e fazem-se (ou podem fazer) valer desta sua posição de força. Na relação Clientes Vs Fornecedores, a força cada vez mais pende para os Clientes, cada vez mais bem informados sobre a oferta de produtos entre os similares e concorrentes, que também se torna maior e mais diversificada. Os consumidores têm a seu favor o espaço geográfico de compra cada vez é mais alargado, para não dizer mundializado. Estas justificações, por si só, são demonstrativas da transferência de poder.
Lembro-me, com os meus 16 anos de aplicar parte da minha mesada a encomendar LP´s pela COB Records. A dificuldade que era em obter a listagem deles e, sobretudo, a ter que escolher um. Em seguida era esperar, com ansiedade, que os correios entregassem o LP. Hoje em dia conseguimos importar música de todo o lado. Música e não só.
Leia o artigo completo clicando aqui.
OPORTUNIDADES NO COMÉRCIO EXTERIOR Crónica: A importância de ser... Português
(*) por Gonçalo Rebelo de Almeida, director de Marketing e Vendas Vila Galé
Portugal está este ano a passar uma situação efectivamente difícil e algo de totalmente novo para a geração abaixo de 40 anos, na qual eu me incluo.
No entanto, enquanto destino e produto turístico acho que o país nunca esteve tão bem. Embora concorde que há aspectos a melhorar em termos de arranjos de espaços verdes, recuperação de fachadas de edifícios, criação de esplanadas e mais alguns detalhes, podemos seguramente afirmar que as nossas actuais infra-estruturas (Hospitais, vias de acesso, transportes, etc) estão bastantes competitivas no panorama internacional. A oferta hoteleira e de restauração, bem como as actividades de animação e passeios turísticos apresentam um elevado padrão de qualidade e são bastante competitivas em termos de preço.
Os Portugueses devem fazer férias cá dentro, não porque temos de ajudar o país, mas essencialmente porque temos um grande destino de férias.
Portugal é um destino e uma marca que têm de ser promovidos realçando as especificidades e diversidade que nos caracterizam, com uma oferta cultural, gastronómica e paisagística únicas no Mundo. Portugal apenas precisa de se afirmar enquanto marca de qualidade e prestígio, reforçando as açoes de promoção nos mercados externos e dando a conhecer ao consumidor final o produto que temos.
Na minha opinião, dos 4 clássicos P’s do marketing, os P’s de produto e preço estão bastante consistentes, temos que trabalhar a promoção e a distribuição.
Esta promoção de Portugal, enquanto marca, deve ser um desígnio não apenas do sector do turismo mas de todos os outros sectores de actividade pois tal permitirá aumentar as exportações de todos os nossos produtos (Vinhos e azeites, Têxteis, Equipamento tecnológico, Cultura, etc). No fundo, deveríamos ter um departamento de marketing do país que potenciasse a divulgação da marca “Portugal”, como qualquer outra empresa.
Deveríamos tentar concentrar os múltiplos micro-orçamentos de marketing das associações de promoção, das autarquias locais, do ministério da cultura, do instituto da vinha e ministério da agricultura, do sector das pescas e industrias e fazer uma grande campanha de marketing nacional no exterior promovendo a marca Portugal e os produtos portugueses.
A responsabilidade pelo desenvolvimento do país pertence a todos – estado, empresas, particulares – e não adianta reclamar constantemente da situação e ficar à espera que alguém nos resolva os problemas. O crescimento virá do esforço conjunto de todos trabalhando cada vez mais e melhor.
Temos um grande país e em conjunto temos agora que dar provas ao exterior de que assim é.
por Gonçalo Rebelo de Almeida, director de Marketing e Vendas Vila Galé.
Oportunidades no comércio exterior
(*) Jorge Mendonça - Gerente do Ambiente de Micro e Pequena Empresa do Banco do Nordeste
Uma boa parte das micros e pequenas empresas nordestinas estará, mais cedo ou mais tarde, diante do enorme desafio de se inserir no mercado externo. O processo de internacionalização é uma alternativa para encontrar novas oportunidades para o crescimento e de realização de novos negócios, além de permitir que essas empresas alcancem condições mais favoráveis para desenvolver os seus produtos e serviços, melhorando a sua imagem frente ao mercado e se tornando mais competitivas.
Em 2009, segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), apenas 12.230 micros e pequenas empresas (MPEs) brasileiras venderam para outras nações e os valores negociados representaram pouco mais de 1% do total comercializado pelo Brasil naquele ano.
Em países com uma cultura exportadora mais desenvolvida, a participação das MPEs nas vendas externas ultrapassa a marca de 40%. Somado a esse fato, mais de 75% dos valores exportados por micros e pequenas empresas são originados de apenas cinco estados (São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina). Portanto, falando em Região Nordeste, é possível atestar que o desafio é ainda maior.
No Brasil, a ambiência para que as micros e pequenas empresas possam exportar ainda é desfavorável, sobretudo para aquelas que desejam iniciar esse processo, embora seja possível identificar alguns avanços. O governo disponibiliza programas específicos e linhas de crédito apropriadas para incentivar a participação da MPE no mercado externo, mas a ausência de informações e de uma “cultura exportadora” ainda impõem barreiras para a inserção dessas empresas. Além disso, os setores em que as MPEs desenvolvem as suas atividades são de baixa capacidade de inovação, dificultando o acesso a mercados mais exigentes.
No momento, Governo Federal e entidades representativas do segmento têm que focar na identificação das principais dificuldades e necessidades das MPEs ao exportar. Fazendo o mapeamento desses gargalos que emperram a inserção das micros e pequenas empresas no mercado internacional, o governo poderá definir com maior propriedade as ações que devem ser adotadas para resolver os demais entraves que ainda interferem nesse processo.
Além de facilitar o acesso ao mercado internacional, é importante que sejam oferecidas as condições adequadas para que as empresas possam desenvolver produtos e serviços inovadores e com a qualidade necessária para se tornarem competitivos nesse mercado. Preparar os nossos empresários para essa empreitada é indispensável para o sucesso nesse enorme desafio.
Se o crescimento da economia brasileira nos últimos anos permitiu a consolidação de uma grande quantidade de micros e pequenas empresas – com inegável impacto na Região Nordeste, este é um momento bastante favorável para se consolidar o processo de ajuste dessa realidade com uma maior inserção dessas empresas no comércio internacional.
GESTÃO E CRESCIMENTO DAS MPE's BRASILEIRAS
(*) Marta Campêlo - Mestre em Negócios Internacionais e coordenadora do Programa de Internacionalização das MPEs do Sebrae-CE
Segundo estudo feito em 2010 pela Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), contratado pelo Sebrae Nacional, o Ceará contava, em 2009, com 358 empresas exportadoras, sendo 190 (53%) micros e pequenas. Essas MPEs foram responsáveis por um volume de US$ 19,3 milhões em exportações, 1,8% do total exportado pelo Estado.
Isso significa que menos da metade das empresas do Ceará (47%) exportaram montante correspondente a 98,2% do total. Trata-se, portanto, de um desequilíbrio acentuado entre as empresas exportadoras do Ceará, no que diz respeito ao volume de negócios efetuados.
Os dados das exportações das MPEs de 2010 ainda não foram divulgados, mas, certamente, não apresentarão diferenças significativas em função da conjuntura econômica atual e da crise financeira internacional, estabelecida a partir de 2008. Por outro lado, a desvalorização cambial não tem estimulado investimentos de pequenas empresas para inserção no comércio internacional, aliado ao fato do mercado interno encontrar-se muito aquecido.
A globalização resultou, porém, em mudanças sociais e político-econômicas em todos os setores, trazendo transformações significativas para a gestão e o crescimento das empresas. A concorrência internacional está bem próxima das MPEs, trazendo uma ameaça iminente para o seu status quo. Para enfrentar essa realidade atual, as empresas procuram opções para sua sobrevivência e a oferta de novos produtos e serviços, além do ingresso em outros mercados.
A decisão de internacionalizar a empresa está relacionada direta e ou indiretamente a diversas motivações como o aumento da produção, menor dependência do mercado interno, absorção de novas tecnologias, imagem promocional, dentre outras vantagens competitivas que as empresas adquirem quando estão internacionalizadas.
As pequenas empresas ainda enfrentam, entretanto, algumas dificuldades para a internacionalização dos seus bens e serviços, como o desconhecimento do mercado de destino, das barreiras técnicas, tarifárias e não tarifárias, o idioma, as exigências burocráticas.
Vale ressaltar, porém, que as MPEs já contam com políticas públicas sérias e estruturadas para o enfrentamento dessas dificuldades. Além disso, existem incentivos fiscais à exportação, como o drawback, bem como mecanismos de apoio às exportações de bens e serviços que têm contribuído sobremaneira para a inserção de um universo crescente de pequenas empresas no Exterior. Em geral, as receitas das exportações de bens e serviços para outros países são beneficiadas por desonerações tributárias.
No Ceará as MPEs contam com a sinergia de diversas instituições, que somam esforços em prol do desenvolvimento da cultura exportadora e da inserção delas no mercado internacional. Como exemplo podemos citar o Programa de Internacionalização das MPEs do Sebrae-CE, desenvolvido com apoio da Comissão de Comércio Exterior do Ceará.
O DESAFIO DO MERCADO INTERNACIONAL
(*) Roberto Marinho - Diretor da Ceará Trade Brasil e presidente da Câmara de Comércio Brasil Angola (CE)
No Brasil, as micros e pequenas empresas (MPEs) representam aproximadamente 95% das empresas formais, empregam 52% das pessoas ocupadas e contribuem com 20% do Produto Interno Bruto (PIB). Daí a importância delas no aumento da participação brasileira no comércio internacional, hoje pouco superior a 1%.
A internacionalização das MPEs do Brasil é um desafio que será vencido através de um amplo esforço coletivo, que por meio de vários programas e ações, viabilizarão a exportação de produtos e serviços originados das MPEs, a exemplo do que é feito pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) através do Projeto de Internacionalização.
A saída é dotar as MPEs de conhecimento internacional e capacidade de inovação, flexibilidade e cooperação dos agentes de governo que induz a internacionalização das empresas, a expansão dos negócios e o ganho de competitividade. Isso resulta em maior solidez no mercado interno, criando um círculo virtuoso para as empresas e para o País. Observa-se que há uma relação muito forte entre inovar, internacionalizar, crescer, ganhar competitividade e se posicionar melhor no mercado interno. Para isso é necessário também crédito diferenciado, considerando as características das operações e das empresas.
O Brasil ocupa hoje um lugar de destaque no radar internacional, porém é necessário que as MPEs estejam preparadas para o surgimento de inúmeras oportunidades, onde a velocidade de adaptação aos acontecimentos e o entendimento das especificidades de cada país é que vão ditar o sucesso.
No início de sua internacionalização, as MPEs podem lançar mão da exportação indireta, através de parcerias sólidas com comerciais exportadoras. A Apex lançou em 2008 o projeto Tradings do Brasil visando dar maior credibilidade à relação das empresas com as comerciais exportadoras do Brasil. Estas parcerias não eliminam a necessidade de a empresa apostar no aprendizado contínuo, no treinamento especializado no produto e no mercado e no controle dos custos. A participação nas Câmaras de Comércio bilaterais ampliam o leque de informações e são fundamentais na interação com governos, empresários e sociedade.
É extremamente importante a aprovação das mudanças no Supersimples permitindo que os valores com exportações possam superar os limites impostos pelo sistema de tributação até o teto de R$ 7,2 milhões anuais. Isto fará com que se amplie a participação das PMEs no mercado externo, pois desonera a exportação e diminui o custo dos produtos, minimizando os efeitos do câmbio que tornou o real supervalorizado frente ao dólar. Hoje, das quase cinco milhões de empresas enquadradas no Supersimples, só 12 mil exportam.
A criação do Ministério da Micro e Pequena Empresa, o reforço das ações do Sebrae, órgãos de fomento às exportações, Câmaras de Comércio e Empresários, reforçarão a inserção e manutenção desta grande força de trabalho no mercado internacional, aproveitando assim o excelente momento que o Brasil vive no radar mundial dos negócios.
O CEARÁ PRECISA PRIORIZAR RELAÇÕES COMERCIAIS COM A ÁFRICA
(*) José Nelson Bessa Maia
No final da última década do século XX, o Ceará parecia despontar como uma das pontas de lança do Brasil rumo ao continente africano, considerado uma nova fronteira geoeconômica e prioridade geopolítica da política externa nacional. Com efeito, a abertura dos voos da TAP para Lisboa e da TACV para Cabo Verde e o foco da ação promocional do governo do Estado, do SEBRAE e da Federação das Indústrias (FIEC) rumo a países como Cabo Verde, Angola e Senegal rendeu bons frutos, tendo alavancado vendas externas para aqueles mercados africanos e incentivado os pequenos e médios empresários cearenses a buscar expandir suas exportações e estabelecer parcerias de negócios com nossos vizinhos atlânticos. Isso resultou num salutar processo de internacionalização da economia cearense e indicava uma promissora expansão de nosso comércio exterior, renda e emprego.
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APROVEITAMENTO DOS CRÉDITOS DE PIS/COFINS SOBRE OS VALORES PAGOS ÀS OPERADORAS DE CARTÃO DE CRÉDITO
A Receita Federal do Brasil (RFB) publicou no ultimo dia 18 de fevereiro um Ato Declaratório Interpretativo visando unificar o entendimento do órgão acerca do aproveitamento dos créditos de PIS/COFINS sobre os valores pagos às operadoras de cartão de crédito.
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SERÁ QUE TEREMOS DE SER ROUBADOS PARA A NOSSA VIDA MELHORAR?
Quero contar-vos duas situações recentes que presenciei no Brasil.
A primeira foi um roubo no Museu de Arte de São Paulo (www.masp.uol.com.br) no final do ano de 2007. Duas das obras mais emblemáticas desse museu, um Portinari, conceituado pintor brasileiro, e um Picasso, artista de renome mundial, foram roubadas em Dezembro. Ambas avaliadas em mais de 350.000€. Preocupação nacional. O património cultural dessa cidade (e do Brasil) tinha sido delapidado. Nada que não tivesse já acontecido (e continua a acontecer) no nosso país e por esse mundo.
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Enviado por *João Paulo Marques
DÊ VIDA AOS SEUS CARTÕES DE VISITAS
Estes cartões não são uma invenção do Marketing, muito menos das modernas técnicas de Relações Públicas. Os chineses, inventores do papel com fibras (105 d.C.) foram os primeiros utilizadores desta poderosa ferramenta de relacionamento. Utilizam-nos desde o séc. XV, dois séculos antes de serem postos em uso na Europa. Em ambos os casos, em primeiro lugar, na vertente de Cartões de Apresentação que, com o tempo, passaram a ser indispensáveis nas cortes e na aristocracia; posteriormente, os homens de negócios perceberam o seu potencial e deram-lhe uma nova funcionalidade, Cartões de Negócios. Como podem ver, estes pequenos gadgets do passado tiveram e têm (e atrevo-me a dizer, terão) uma grande importância no mundo dos negócios e na socialização do Homem nos tempos de hoje.
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Enviado por *João Paulo Marques
UPSELLING -Já o pensou fazer no seu negócio?
Sabe o que é Upselling?
É uma técnica de vendas através do qual um vendedor (e não um tomador de pedidos) induz o Cliente a comprar itens mais caros, upgrades ou outros add-ons numa tentativa de fazer vendas mais rentáveis. Upselling envolve geralmente a comercialização dos serviços / produtos mais lucrativos. Mas Upselling também pode ser simplesmente expor o Cliente a outras opções que ele ou ela pode não ter considerado anteriormente.
Há vários sectores onde se pode fazer Upselling, para não dizer quase todos. Vou debruçar-me sobre um sector em que esta estratégia pode ser aplicada gerando resultados imediatos e onde a qualidade do serviço, no meu ponto de vista, deixa muito a desejar. Também porque o acto de estar à mesa é muito nosso. Negociamos à mesa, convivemos à mesa, gostamos de estar á mesa.
Os Portugueses gostam de fazer negócios à mesa. Ou pelo menos iniciá-los. Algumas vezes, múltiplas reuniões sucedem e nada acontece. Coisas nossas. Mas não é sobre esta forma de fazer negócios que vos quero falar. Quero sim abordar o relacionamento, entenda-se negócio, que os empregados de mesa (e sem desprimor que falo desta categoria profissional) mantêm e desenvolvem com os Clientes.
Sem entrar em considerandos sobre algum mau serviço que é prestado …acho que resisto a não falar até ao fim …quero apenas dar exemplos como se pode aumentar o ticket médio de cada refeição.
Claro que, para isto, devemos ter empregados / colaboradores formados, empenhados, educados…etc.
Falo então de fazer Upselling no serviço de restauração.
1) Defina os itens que pretende que se faça o upselling
Há produtos que momentaneamente podem ter margens melhores. Um acordo especial com uma empresa de vinhos, de queijos, etc., pode ser a razão para desenvolvermos esta estratégia.
2) Não "chateie" o Cliente
Esta é uma regra de ouro para todos os negócios. Não é dar-lhe sempre razão, entenda-se.
Quando o Cliente pede sugestões, abre-se a porta para o Upselling. No entanto, nada impede que delicadamente se possa sugerir "algo" que esteja particularmente bom ou que seja bastante benéfico em termos de margens para o restaurante. Se perceber que não tem abertura, não hipoteque, por meia dúzia de euros, um Cliente, maçando-o.
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ENERGIAS RENOVÁVEIS, DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E LIMPO
*Carlos Duarte
O desenvolvimento económico verificado nas últimas décadas acentuou a necessidade de se descobrirem novas formas de produção de energia que satisfaçam as necessidades das modernas sociedades humanas.
Se atendermos à previsão da Agência Internacional de Energia (The 2009 World Energy Outlook - International Energy Agency), que aponta para um aumento da procura de petróleo de 2.000 mtoe (milhões de toneladas em equivalência de petróleo) para 16.800 mtoe em 2030, entendemos a necessidade de se desenvolverem formas alternativas de produção de energia.
A própria diferença no ritmo de evolução das diferentes formas de energia acentua esta necessidade: petróleo e gás natural são as fontes de energia que crescem mais lentamente (crescimento anual de 1,2%, de 2005 a 2030), enquanto que as energias renováveis são a fonte de energia que regista maior crescimento expectável (incremento de 2,1% anual de 2005 a 2030).
Energias renovávei e o Estado do Ceará
No campo das energias renováveis, permita-se destacar a realidade do Estado do Ceará: possui 542MW de energia eólica instalada com potencial estimado em cerca de 35 GW e em Tauá procede-se à instalação de uma central solar fotovoltaica que atingirá 50MW de capacidade.
Ainda no Ceará destacam-se experimentos com vista à produção de biocombustíveis a partir de algas, bem como o interesse de investidores estrangeiros em instalar unidades de produção de etanol celulósico e biodiesel de origem não alimentar.
Sublinhe-se ainda a produção de conhecimento científico que é possível observar no nosso estado, destacando-se uma iniciativa académica de prestígio que se realizará em Março de 2011: Ciclo de Conferências “Hidrogéneo e o futuro energético sustentável do Estado do Ceará” - Universidade Estadual do Ceará – UECE (www.uece.br/eventos).
A Conferência de Cancún e o Fórum Latino Americano de Investimento
Congratulamo-nos com os resultados da conferência sobre mudanças climáticas em Cancún ao aprovarem, por 193 países participantes, a criação de um Fundo Verde para ajudar os países menos desenvolvidos nos esforços de preservação do ambiente. Desta forma se ultrapassa parcialmente o fracasso de Copenhaga.
Se bem que não se tenham ainda obtido compromissos para maiores reduções nas emissões de dióxido de carbono, foi um resultado significativo pelo facto de implicar Estados Unidos e China no esforço internacional para a diminuição do aquecimento global.
Apesar de não existirem metas definidas, a nível internacional, para a redução das emissões de dióxido de carbono, existe uma consciência geral, ao nível das pessoas e das organizações, da necessidade de se adoptarem práticas mais defensivas e protectoras do meio ambiente.
As principais empresas mundiais adoptam “práticas verdes” pois sabem tratar-se de uma factor decisivo por parte dos seus consumidores alvo. Igualmente ao nível dos investimentos, é cada vez mais importante, para uma empresa de porte, apresentar características de respeito pelo meio ambiente como forma de atrair investidores e captar recursos. Esta preocupação foi possível de detectar no Fórum Latino Americano de Investimento que decorreu em São Paulo nos dias 8 e 9 de Dezembro de 2010, com os interesses voltados para a palestra conjunta da ECOFOREST (CEO John Unneberg) e da Câmara Brasil Portugal no Ceará (Director de Agronegócios) dedicada ao tema: Ecological Investments in Brazil (http://www.opalgroup.net/conferencehtml/current/latin_american_investment_forum/latin_american_investment_forum_agenda.php).
Sob a forma de conclusão, deseja-se a elevacão da proporção de energias renováveis limpas presente no consumo energético mundial, em detrimento do peso do consumo de energia a partir de energias não renováveis e produtoras de gases com efeito de estufa. Com a expectativa de bom desempenho do Estado do Ceará e do Brasil em geral nesta nova equação de desenvolvimento limpo e sustentável.
*Carlos Duarte
O que esperar da CPLP
Por João Bosco Monte*
A Comunidade dos países de Língua Portuguesa foi criada na reunião dos Chefes de Estado de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné, Moçambique,Portugal e São Tomé, em São Luís do Maranhão, no ano de 1996.
Com uma população superior a duzentos e cinqüenta milhões de habitantes, a CPLP se torna uma excelente mercado para as empresas brasileiras. Não se pode de lado o fato de que a soma do PIB dos seus países alcança um valor aproximado de dois trilhões e duzentos bilhões de dólares, obviamente com a destacada participação do Brasil.
Além disso, também merece destaque o fato de que o Português é a quinta língua mais falada no mundo.
O enorme potencial econômico e geo-estratégico daqueles países está vinculado ao patrimônio humano, natural e econômico que possuem, destacando-se as reservas de gás e petróleo no Atlântico Sul.
Portanto, o Brasil, em parceria com as nações da CPLP, tem de materializar projetos de desenvolvimento na área da educação, agricultura, saúde, e ciência e tecnologia.
O Brasil, através de diversas ações do Itamaraty, parece ter despertado,notadamente na última década, para a exigente importância da CPLP, e tem empreendido esforços para o fortalecimento de seus laços culturais, diplomáticos, econômicos e estratégicos com os demais Estados da Comunidade.
O papel da região Nordeste e especificamente do estado do Ceará, neste empreendimento é indiscutível. Algumas empresas cearenses já desenvolvem atividades em Cabo Verde e Angola, podendo alargar sua participação em outros empreendimentos na África Lusófona.
No campo das relações político-institucionais, mas cujo objetivo principal redunda na realização de negócios internacionais, merecem destaque as diversas atividades desenvolvidas pela Câmara Brasil Portugal e as recém criadas Câ
"Não estimo muito o homem que não é mais sábio hoje do que foi ontem. " Abraham Lincoln
Key words: Produtividade, Gestão, Tempo, Recursos, Optimização
“A produtividade é basicamente definida como a relação entre a produção e os factores de produção utilizados. A produção é definida como os bens produzidos (quantidade de produtos produzidos). Os factores de produção são definidos como sejam pessoas, máquinas, materiais e outros. Quanto maior for a relação entre a quantidade produzida por factores utilizados maior é a produtividade.” Comecei, para não haver dúvidas, com a definição da Wikipédia.
É reconhecida alguma da nossa falta de produtividade. Não que a mesma seja devido à falta de esforço ou ausência de dedicação, mas sim ao resultado de não saber como fazer e de algum relaxamento que existe no que diz respeito ao cumprimento de prazos e de assumir responsabilidades. Alguns destes problemas, atitudes, seriam resolvidos com uma melhor Direcção e / ou com um ensino mais qualificado. Claro que estas soluções são duas, entre muitas a poderem ser tomadas.
Há casos clássicos de perca de produtividade. Claro que não se pretende impedir que colegas de trabalho convivam, mas:
- há sempre uns que estão dispostos a tomar mais um café,
- a ir fumar mais um cigarro,
- a ler e reler os jornais,
- a distrair-se (e a puxar) com a conversa dos outros,
- para não falar de tempo excessivo investido na internet.
Nestes casos não são só eles que diminuem a produtividade. São também os participantes do “encontro” que reduzem a sua produtividade.
Sugiro agora alguns comportamentos a ter (ou a seguir) para melhorar a sua produtividade (e a dos outros):
1 - Cumpra horários.
Não só nas reuniões, mas chegue um pouco mais cedo, e aproveite o facto de nos inícios da manhã, muitas vezes, consegue-se despachar assuntos pendentes da véspera ou organizar a agenda do dia.
Oiço frequentemente: “Para quê chegar às 9h, quando ninguém está ainda a trabalhar”. Como se a preparação do trabalho que temos que desenvolver dependesse da presença de terceiros. Como se não houvesse assuntos pendentes da véspera.
Os 5 minutos que podemos usar para chegar mais cedo às reuniões permitir-nos-á recapitular o que pretende da reunião e não ficar nervoso por um eventual atraso.
Infelizmente, existe alguma (lusa) incapacidade inata de cumprir horários profissionais.
2 – Divida um projecto grande em diversos pequenos e com deadlines.
Um grande projecto pode parecer-lhe impossível de ser concretizado. Mas a sua divisão em alguns pequenos projectos permite-lhe priorizar etapas, alocar melhor os recursos, gerir adequadamente o tempo e entusiasmar-se com cada etapa vencida.
Ninguém começa por querer correr a maratona. Eu, após vários anos de inactividade física, interrompida por per&i
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