A Câmara Brasil-Portugal no Ceará celebra, neste mês, seus nove anos de atuação. Para a edição desta semana, nossa equipe conversou com José Maria McCall Zanochi – um dos responsáveis pela MZG Advogados e, atualmente, 1º vice-presidente da CBP-CE. Na visão do advogado, que acompanhou toda a trajetória da entidade, as relações luso-brasileiras estão fortalecendo e as Câmaras de Comércio desempenham o importante papel neste processo. Vale dizer que Zanocchi, entre outros título e atribuições, é especialista em Direito da Propriedade Intelectual pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), responde como Chanceler do Consulado Honorário do Uruguai no Ceará, é vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores e Direito Internacional da OAB/CE e sócio-fundador da Associação Cearense de Golfe.
Câmara Brasil-Portugal no Ceará: Zanocchi, você conhece como ninguém a Câmara Brasil-Portugal no Ceará. Quais foram os cargos em que você atuou?
José Maria Zanocchi: Peguei a Câmara desde o início. Colaborei na criação de seus estatutos e também respondi por vários cargos, como secretário, assessor da presidência, diretor jurídico, 2o vice-presidente, agora, respondo pela 1a vice-presidência na gestão que vai até 2014.
CBP-CE: E então como começou esta história?
JMZ: Por volta do ano 2000 Portugal via sua evolução na União Européia e assistíamos ao aumento de investimentos portugueses por aqui. Foi necessária, então, a criação de um órgão que desse apoio e pudesse ampliar as relações econômicas entre as duas nações.
CBP-CE: Quais momentos você considera marcantes nestes nove anos de CBP-CE?
JMZ: São vários momentos que presenciei e que sem dúvida mudam o rumo de uma entidade que abrange, hoje, mais de 100 associados. Mas dois pontos que considero relevantes para nossa Câmara foram a realização do “V Encontro Empresarial de Negócios da Língua Portuguesa” e a implementação das ferramentas de comunicação, como o site, o boletim e a revista. O Encontro sedimentou e colocou em evidência o prestígio da Câmara juntamente com o Conselho das Câmaras. Já as ferramentas de comunicação, onde a CBP-CE foi pioneira no uso do site, do clipping e, agora com a revista trimestral, mostram a força que os associados possuem na economia.
CBP-CE: Você considera a CBP-CE uma entidade forte?
JMZ: Sem dúvida. Construímos uma rede que não se resume mais ao Ceará e Portugal, mas amplia-se para todas as relações lusófonas e nas culturas de língua portuguesa. Ganhamos, com nosso trabalho, o reconhecimento de órgãos oficiais como a Embaixada de Portugal no Brasil e na Embaixada do Brasil em Portugal. Órgãos oficiais portugueses como o ICEP, o Conselho Empresarial da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, a Federação das Indústrias do Ceará, o Sebrae e muitas outras que sabem que trabalhamos para construir resultados positivos para a sociedade num todo.
CBP-CE: Como você avalia essa mudança nas pastas da diretoria que tomou posse recentemente?
JMZ: O Dr. Jorge Chaskelmann recebeu muito bem o desafio após a trágica notícia da perda do Sr. Armando Ferreira – que todos nós lamentamos pela pessoa querida que foi e ainda habita nosso coração. Mas o Jorge conduziu bem o que havia sido proposto e vejo sua reeleição como reconhecimento do trabalho que realizou. Agora ele dá a cara dele para a diretoria. As pastas divididas de forma setorial darão ainda mais forma e, por ser mais descentralizada, integra mais oportunidades para os associados participarem. Desejo a ele todo o sucesso que merece e todos estamos convictos de que este retorno virá.
Redação: Rodrigo Coimbra (MG 10003 JP)
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Fonte: CBP-CE em 02.06.10