O Brasil vem se tornando a cada dia uma referência internacional e já se pontua, junto à Rússia, China e Índia como um dos países emergentes de destaque nesta nova economia global. Porém, para fazer jus à continuidade deste bom momento que o País tem vivenciado, é preciso que o empresariado comece a ultrapassar os limites regionais e buscar mercados além de suas fronteiras. Uma das ferramentas que aproximam o Brasil de outros países, principalmente da Europa, é a língua portuguesa.
O presidente do Conselho das Câmaras de Comércio Portuguesas no Brasil, Rômulo Alexandre, destaca que as empresas brasileiras são fortes e podem ampliar seu crescimento. Para tanto, é preciso conhecimento e estudo destes novos mercados. É nessa hora que nossa língua pode facilitar o intercâmbio socioeconômico e cultural. “Portugal não só é um bom mercado pela facilidade da língua, como também pode se tornar um laboratório para que as empresas brasileiras levem seus produtos a mercados ainda maiores. O país faz parte de um bloco econômico forte onde as mercadorias circulam sem tanta tributação”, destaca.
Outro fator importante que o presidente reforça é o fato de a língua portuguesa estar presente em todos os continentes, exceto na Oceania. “Portugal na Europa. Angola como líder de um bloco importante na África. Ainda observamos Macau como outra referência para entrada no mercado asiático. Opções existem, talvez falte conhecimento por parte das pessoas”, salienta.
Segundo Rômulo Alexandre, neste ponto o estado do Ceará torna-se uma referência pela sua localização geográfica e pelo histórico da Câmara de Comércio Brasil-Portugal. “Se compararmos à Câmara do Rio de Janeiro, que completará 100 anos em breve, a Câmara cearense ainda é muito recente. Mas o Ceará está a três horas de Cabo Verde, tem uma comunidade europeia estabelecida em sua área que gera negócios, renda e empregos. São situações diferentes, as entidades passam por momentos diferentes, mas o Ceará está mais próximo do mercado europeu. Fato é que é notória a afirmação da Câmara Brasil-Portugal do Ceará como uma das mais importantes e que já se consolidou como um espaço de internacionalização do Estado”, ressalta.
A empresa que tem Rômulo Alexandre como sócio, Albuquerque Pinto Advogados, é um exemplo a ser seguido. “Temos muitos clientes em Portugal. Atuamos tanto no Brasil, quanto em território europeu e fazemos da língua portuguesa um facilitador para geração de novas oportunidades”. Para Alexandre, que é advogado por formação, apesar de as atividades da CBP-CE se iniciarem por meio do incremento de investimentos na área de Turismo, hoje a entidade é plural.
“São associados em 37 setores distintos. A Câmara é uma indutora, ela não tem dono, ela tem liderança. E, neste ponto, a liderança que está à frente da entidade no Ceará, representada na pessoa do Jorge Chaskelmann, fará dela um Câmara ainda mais forte. É um profissional sagaz e inteligente na forma de decidir. Será, sem dúvida, uma pessoa que deixará positivamente sua marca na Câmara Brasil-Portugal no Ceará”, finaliza.
Redação: Rodrigo Coimbra (MG 10003 JP)
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Fonte: CBP-CE em 16.06.10