A Feira Internacional de Luanda (FILDA), realizada entre 20 e 25 julho, foi um sucesso acima de todas as expectativas, principalmente para o Brasil. De equivalente sucesso foi a Missão Brasileira que participou da feira e conheceu melhor o mercado local. De acordo com o Analista de Comércio Exterior do Centro Internacional de Negócios do Ceará (CIN-CE), Felipe Braga de Figueiredo, “a missão foi muito positiva e bem avaliada pelos participantes – certamente vai gerar novas viagens para consolidar os contatos e negócios”.
Segundo Felipe, a Missão teve uma atuação bastante diversificada durante o período da feira. “Inicialmente fizemos uma série de seminários apresentando à missão brasileira uma série de instituições importantes para atuar no local. Entre as instituições estavam: o Banco do Brasil em Angola, a Liga dos Jovens Empresários e a Associação Industrial de Angola, além da Embaixada Brasileira de Angola e da Agência Nacional de Investimento Privado de Angola (ANIPE).
“Também fizemos visitas técnicas a dois supermercados (ShopRite e Jumbo), à CasaCom (rede de material de construção civil, eletro-eletrônicos e hidro-sanitários) e ao Empreendimento BemMorar (condomínio de luxo – para conhecer materiais, equipamentos, estilo arquitetônico)”. A missão também assistiu a um Seminário onde foi apresentada a Central de Compras do Governo Angolano (PRESILD), que comprará todo tipo de material em grandes volumes, barateando o preço e revendendo internamente no país. Felipe lembra que “Angola é um dos países com maior custo de vida do mundo, carecendo de tais subsídios para retomar seu crescimento”.
Para a consultora de Comércio Exterior do Serviço de Apoio às Pequenas e Médias Empresas do Ceará (SEBRAE/CE), Marta Campêlo, “trata-se de um país em reconstrução, e ele vai precisar de muito apoio em formação profissional, produção etc.”. “Muitos tipos de negócios precisarão ser estabelecidos para suprir o crescimento inevitável de sua economia e quem chega agora terá mais oportunidades de negócios, investimentos e parcerias”.
Felipe lembra que “o governo angolano não quer apenas comprar... A intenção é captar empresas e investimentos no país, para se possa gerar emprego, desenvolver o parque fabril e o próprio comércio”. “Para tanto foram elaboradas várias categorias de incentivos fiscais, alguns de até 15 anos”, acrescenta.
Perguntado sobre negócios e parceria efetivamente fechados, Felipe relata que “pelo menos duas empresas tiveram resultados muito positivos: a Medabil (maquinário industrial) e La Rioja (distribuição de alimentos), ambas de SP, já fecharam parcerias e negócios a serem executados nos próximos meses”.
Sobre a Feira (Fonte: PortugalDigital)
De acordo com informações da Agência de Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), em nota, as 40 empresas brasileiras que participaram do evento encerraram o evento com um volume de negócios estimados em US$ 50 milhões – em 2009 foram U$ 30 milhões. O pavilhão do Brasil recebeu mais de 20 mil visitantes e foi o segundo maior da Filda 2010, abaixo somente de Portugal.
De acordo a nota, Angola é o principal parceiro comercial do Brasil na África, com um crescimento de 185% do volume financeiro dos negócios entre ambos de 2005 e 2009 – passando de US$ 520 milhões para US$ 1,5 bilhão.
Redação: Aloísio Menescal (MTE 2285/CE)
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Fonte: CBP-CE em 28.07.10