Em um cenário pós-industrial, onde a produção aumenta a cada dia e ocupa proporcionalmente menos espaço, a qualidade de vida transformou-se em um grande desafio. Fatores como o confinamento de pessoas em prédios fechados são rigorosamente regulados e a exigência de ventilação mecânica ou de centrais de ar condicionado não pode ser ignorada.
No Brasil, tais regras são ditadas pela Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, e buscam impedir, por exemplo, que os equipamentos de ar condicionado se transformem em ameaça à saúde das pessoas que freqüentam os ambientes refrigerados. De acordo com o diretor da Construtora Múltipla, Leônidas Menezes de Souza, “o nome dado à má qualidade do ar interno dos edifícios é Síndrome dos Edifícios Doentes”. “O problema é gerado quando falta manutenção adequada dos equipamentos de climatização, provocando contaminações por fungos, bactérias e vírus”, esclarece.
Embora o ar condicionado agregue considerável valor a qualquer empreendimento, pelo conforto que propicia no ambiente de trabalho e a de corrente melhora da produtividade, “fazer manutenção e limpeza periódicas, de acordo com as especificações de cada equipamento, evita faltas ao trabalho, aumenta a eficiência dos trabalhadores e a freqüência de hóspedes em hotéis, clientes em lojas, etc.”, recomenda Leônidas.
Uma grande variedade de doenças respiratórias e alérgicas pode ser causada pela simples falta de higiene. “Os olhos também são alvo destes males, principalmente por irritação e secura”, acrescenta Leônidas.
Especialista no assunto climatização, Leônidas alerta: “usuários, consumidores e contribuintes devem sempre verificar se o ambiente em que estão (escritório, hotel, lojas etc.) dá a devida importância à limpeza e à manutenção dos aparelhos, sempre através de empresa especializada”. Sua saúde deve estar em primeiro lugar.
Redação: Aloísio Menescal (MTE 2285/CE)
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Fonte: CBP-CE em 01.09.10