Brasília - Queda no volume de energia distribuída mas crescimento da geração e do número de clientes, em 2009, são os fatos mais relevantes dos resultados da EDP Energias do Brasil, subsidiária da portuguesa EDP.
O ano passado, a EDP registrou queda de 4% do volume de energia distribuída, que recuou para 21,3 terawatt hora (TWh), mas aumentou em 3,3% a sua base de clientes, atingindo mais de 2,66 milhões de clientes.
De acordo com documento da empresa, a queda na distribuição é atribuída à redução dos fornecimentos na Bandeirante - a distribuidora do grupo que opera no estado de São Paulo -, que distribuiu menos 1,9% e também da Escelsa, no Espírito Santo, com teve queda de 7,3%.
Já o número de clientes aumentou, quer na área da Bandeirante, que subiu 3%, quer na Escelsa, que registrou crescimento de 3,6%.
O período de Outubro a Dezembro foi o trimestre com maior volume de energia vendida a clientes finais do ano.
No total, a EDP Energias do Brasil distribuiu 5,78 TWh no quarto trimestre de 2009, o que representou um crescimento de 7% face ao último trimestre de 2008.
Outro destaque é a geração de energia, que apresentou forte crescimento de 17%, face ao período homólogo de 2008, para 2.179 gigawatt hora (GWh) no último trimestre do ano.
Um crescimento que reflete efeitos sazonais na Enerpeixe e na Lajeado Energia, bem como a entrada em operação, em junho de 2009, da pequena hidrelétrica de Santa Fé, no Espírito Santo.
No total, as hidrelétricas da EDP no Brasil geraram o ano passado 7,98 GWh, o que corresponde a aumento de 25% de energia produzida face ao ano anterior. Este crescimento é atribuído à entrada em operação de Santa Fé e à consolidação da Lajeado Energia e Investco.
A Enertrade, comercializadora da EDP Energias do Brasil, conseguiu aumentar as vendas, no ano passado, em 18%, para 8,59 GWh. No quarto trimestre, o crescimento foi de 22 %, para 2,34%.
"O crescimento do volume comercializado é fruto de uma estratégia, ao longo de 2009, de aproveitar as oportunidades no segmento de curto prazo, além dos contratos vendidos no Leilão de Ajuste, o que levou a Enertrade a bater recordes mensais de comercialização de energia", explica a EDP.
"Também contribuiu para o bom resultado o diferente ritmo de recuperação da produção de diversos sectores da economia, o que levou o sector de energia a apresentar boas oportunidades para a comercialização, principalmente no curto prazo".
Fonte: Portugal Digital em 03.02.10