Empresalusa de gestão de ativos imobiliários quer atrair fundos de pensões brasileiros para um projeto que deverá ficar pronto em abril.
Da Redação
Selecta investirá em escritórios no Brasil.
Brasília - A Selecta, sociedade portuguesa que gere fundos de investimento imobiliário, pertencente ao grupo José de Mello, prepara-se para lançar no Brasil um fundo de R$ 200 milhões, onde deverão entrar vários fundos de pensões brasileiros. Em abril o projeto deverá ficar pronto, segundo o presidente da Selecta, José António de Mello.
O fundo já está previsto há vários meses. Discutido pela administração da Selecta já em 2010, o projecto de lançar a empresa no Brasil havia sido revelado em novembro último pela revista lusa "Vida Imobiliária", "O mais importante foi a nossa convicção da existência de um grande potencial neste mercado. Reconhecemos que a conjuntura econômica e social é favorável - existem oportunidades muito atrativas para os investidores", comentava o presidente da Selecta.
Há dias, José António de Mello revelou ao "Valor Econômico" novos detalhes do fundo. "Devemos receber aportes de cerca de 10 investidores, incluindo fundações grandes como Previ e Petros", indicou o presidente da empresa portuguesa.
Os ganhos da carteira virão do aluguel de quatro ou cinco imóveis no Brasil, como escritórios comerciais e galpões industriais. "Não pensamos por enquanto em construir empreendimentos", declarou José António de Mello ao "Valor Econômico", notando que "o preço dos imóveis no Brasil já subiu muito e hoje os principais ganhos estão nos aluguéis".
No Brasil a Selecta já trabalha com o banco Bradesco (acionista de referência do português Banco Espírito Santo). Em setembro do ano passado a empresa lusa iniciou um "roadshow" para contatar potenciais investidores no Brasil.
Segundo José António de Mello, o mercado brasileiro apresenta grande potencial de crescimento parra os fundos imobiliários. "Nós viemos para o Brasil com um projeto de médio a longo prazo. Existe margem de crescimento para este tipo de investimento. A alocação de recursos em imóveis por parte de investidores institucionais no Brasil ronda os 3% do total dos ativos geridos face aos 8% no mercado europeu. Como se pode ver, o potencial é grande", afirmava o mesmo responsável à revista "Vida Imobiliária", em novembro.
Fonte:Portugal Digital - Brasil/Portugal