Embarques somaram US$ 51,3 mi, alta de 15,1% ante abril de 2009.
Bruno Porto – Diário do Comércio
Os dados sobre o desembaraço de mercadorias destinadas à exportação por meio dos portos-secos de Minas Gerais, relativos a abril, confirmaram as expectativas de maior utilização das aduanas para os embarques originados no Estado. Em volume financeiro, as vendas externas na comparação com o mês anterior registraram crescimento de 15,1%, passando de US$ 44,574 milhões para US$ 51,316 milhões no intervalo. As informações são da Superintendência Regional da Receita Federal da 6ª Região (Minas Gerais).
De acordo com o presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Minas Gerais (Sdamg), Frederico Pace Drumond, os custos da exportação por meio do modal aéreo estão mais baixos. "O frete está barateando e o preço do combustível se mantém estável", disse. Além disso, segundo ele, o Aeroporto Internacional Tancredo Neves (AITN), em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), aduana com maior representatividade do Estado, passa por um processo de "redescobrimento".
Drumond informou que o governo mineiro, na figura do subsecretário de Assuntos Internacionais da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Luiz Anônio Athayde, tem se encontrado constantemente com grandes empresários para apresentar o aeroporto e ressaltar suas vantagens para o desembaraço de mercadorias.
Conforme Drumond, as aduanas mineiras ainda ganharam recentemente mais um diferencial logístico, que antes impedia a expansão dos negócios. Os contêineres que chegam com produtos importados não precisam mais ser devolvidos imediatamente, podendo ser utilizados para o embarque de mercadorias. "O terminal de contêineres facilita e agiliza o desembaraço. mais um ponto a favor dos portos-secos", observou.
No primeiro quadrimestre do ano, as exportações no Estado somaram US$ 189,119 milhões, o que equivale a um aumento de 21,5% sobre os US$ 155,629 milhões do mesmo intervalo do ano passado. A expansão foi viabilizada pela maior movimentação aduaneira em Confins, onde, no mesmo período, as vendas externas passaram de U$$ 40,102 milhões para US$ 78,785 milhões, um salto de 96,46%.
No zona alfandegada de Betim - o porto-seco Granbel - as exportações de janeiro a abril ficaram em US$ 3,615 milhões, enquanto em igual intervalo do ano passado haviam totalizado US$ 3,685 milhões, uma desaceleração de 1,8%.
Importações - As importações, no entanto, apresentaram redução em abril na comparação com o mês anterior. O montante movimentado atingiu no mês passado US$ 390,888 milhões, valor 13,5% inferior aos US$ 471,810 milhões de março. Drumond minimizou a desaceleração e avaliou a queda como normal, já que o processo de importação está vinculado à chegada de equipamentos para grandes investimentos em andamento.
"Uma encomenda para obras da VSB (Vallourec & Sumitomo) em Jeceaba, por exemplo, pode ditar se haverá crescimento ou queda. O resultado, portanto, não revela aquecimento ou desaceleração", disse.
No sentido do que afirmou o presidente do Sdamg, no quadrimestre foi verificada expansão das importações, que atingiram neste ano US$ 1,679 bilhão, um crescimento de 16% ante os US$ 1,447 bilhão dos quatro primeiros meses do ano passado. O aeroporto de Confins mais uma vez aparece como principal aduana e respondeu por US$ 855,593 milhões em importações de janeiro a abril, contra US$ 605,259 milhões do mesmo período do exercício passado.
No Porto Seco Granbel, em Betim (RMBH), as importações totalizaram, neste ano até abril, US$ 380,360 milhões, contra US$ 358,663 milhões do mesmo período do ano passado, uma lata de 6,05%.