Presidente da Câmara Portuguesa do Paraná destaca trabalho de divulgação da enti
Portugal Digital
26 de maio de 2010
Da Redação
Brasília - As câmaras de comércio portuguesas e luso-brasileiras atualmente em atividade no Brasil refletem o voluntarismo dos seus dirigentes. Praticamente sem apoios financeiros, exceto as contribuições de associados e as arrecadações obtidas em eventuais iniciativas, elas têm vindo a desempenhar significativo papel, no plano de cada um dos estados em que atuam, na promoção das relações comerciais e empresariais entre os dois países.
Não fossem os apoios pontuais obtidos junto de entidades brasileiras, como as Federações das Indústrias, muitas delas dificilmente sobreviveriam. Dos organismos oficiais portugueses, o reconhecimento é quase apenas retórico.
O Portugal Digital inicia hoje uma série de entrevistas, por escrito, com os dirigentes das câmaras. O presidente da Câmara do Paraná, José Brandão, abre esta série de entrevistas.
A Câmara Portuguesa do Paraná tem vindo a ganhar significativa visibilidade no estado. É também uma das 13 câmaras portuguesas ou luso-brasileiras existentes no Brasil que desenvolve atividade regular. A que atribui essa dinâmica?
JBC- A nossa ação é implementada por todo um esforço pessoal e conjunto da Diretoria e dos membros associados, de forma aberta e interativa, com ações constantes de reuniões de trabalho e convívio, com muita dedicação e profissionalismo.
Quais são os principais objetivos?
JBC-O objetivo principal de nossa Câmara consiste fundamentalmente em promover o conhecimento mútuo das atividades de cada empresa e associada, divulgá-las em todas as formas ao nosso alcance dentro e fora do estado do Paraná e do Brasil, como Portugal e países de língua oficial portuguesa, bem como levar a seus conhecimentos todas as notícias de âmbito econômico e social com interesse industrial e comercial, institucional e cultural.
Que tipo de atividades a Câmara tem desenvolvido?
JBC: Desde o dia da posse desta Diretoria em 25.04.2007, já renovada em segundo mandato de mais dois anos, terminando, portanto em 25.04.2011, temos promovido bastantes e permanentes encontros empresariais, nas sedes dos sócios e lugares adequados como hotéis do grupo Bristol e nossa sede, facultando informações que nos parecem úteis entre todos os setores, de negócios, cultura, bem como decisões de nossa própria gestão, de forma regular, como as reuniões mensais, e participado de muitos outros encontros que englobem novos conhecimentos e dados atualizados que fazem parte do meio socioeconômico em que nos inserimos.
Ultimamente, temos sido procurados por diversos empresários de Portugal que nos solicitam informações para a instalação industrial no estado, e os contatos oficiais para essa viabilização, tendo cooperado com a vinda de algumas empresas para Curitiba, já a funcionarem com muito sucesso.
Também temos direcionado diversos investidores com contatos para Angola, país com o qwual mantemos uma forte ligação.
Com que apoios conta?
JBC: Infelizmente são muito poucos os apoios diretos, mas são grandes as manifestações de disponibilidade para nossas parcerias com todas as entidades oficiais desta cidade e outras entidades, como constam de nosso site, e continuamos implantando, pois o principal motor do desenvolvimento é estar ligado a todos os setores e acontecimentos que influenciam as principais negociações e decisões positivas.
Em sua opinião, quais as maiores dificuldades enfrentadas pela entidade?
JBC: As nossas dificuldades maiores, comuns à maioria das câmaras de comércio portuguesas no Brasil, estão basicamente em duas vertentes: a de ter um quadro de pessoal executivo adequado e constante, e a falta de um suporte financeira inerente a uma atividade profissional e atuante.
Felizmente, embora tenhamos começado bastante fragilizados, conseguimos captar um já significativo número de associados que nos tem garantido alguma estabilidade financeira, de forma a nos permitir um mínimo de patrimônio de meios práticos de execução e dos custos operacionais.
O que é que as câmaras portuguesas no Brasil poderiam fazer e não fazem?
JBC: É muito difícil exigir muitos mais esforços a quem já tanto faz de forma totalmente voluntária e altruísta e sem qualquer apoio financeiro oficial - o que, todavia sabemos existir em algumas outras câmaras de comércio bilaterais .
Por isso, a limitação de podermos ter um quadro permanente de gestores e colaboradores mais preparados e estabilizados, para ações mais concretas, nacionais e internacionais, na busca constante de resultados positivos para os empresários que constantemente nos procuram.
Resta-nos a consolação de um clima de confiança e cooperação entre todas as câmaras de comércio portuguesas no Brasil, embora, por vezes, sintamos a falta de uma coordenação mais abrangente em atividades que poderiam ser mais irmanadas na divulgação e parcerias de ações de interesse comum, nacional e internacional.
Como está o relacionamento com as autoridades estaduais e com as entidades associativas do Estado?
JBC: O nosso relacionamento com todas as entidades governamentais e associativas do Paraná assenta numa base de total abertura e apoio institucional. Sempre estamos em sintonia paralela, perfeita, quando precisamos de alguma cooperação prática, inclusive na recepção espontânea de empresários externos que pretendem estudar a sua instalação neste Estado.
Todavia, e apesar do nosso esforço nesse sentido, tem faltado interesse e apoio na programação conjunta de missões empresariais a ou de Portugal.
Como é que a Câmara se viabiliza financeiramente?
JBC: Como dissemos antes, exclusivamente nas cotas de nossos associados.
Que meios a Câmara utiliza para se dar a conhecer, para divulgar as suas iniciativas e projetos?
JBC: Estamos inseridos no portal de internet do Conselho das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil (http://www.brasilportugal.org.br). Ali temos o nosso próprio site (http://www.brasilportugal.org.br/pr) , assim como todas as outras Câmaras portuguesas, - bastando alterar as duas últimas letras referentes a cada estado que representam.
Temos também o nosso próprio Boletim Informativo, que consideramos o principal meio de comunicação com os nossos milhares de leitores, levando a todos os empresários e pessoas a divulgação de notícias desta Câmara, dos associados, do Brasil, de Portugal, e outros dados culturais mais relevantes,.
Mais recentemente apoiamos também, em parceria, os conteúdos de um programa de TV exibido nos canais 5 da NET e 72 da TVA, denominado Vias Cruzadas, ficando em acesso também permanente via internet, no endereço:http://www.cwbtv.net/streaming/demanda/Vias_Cruzadas.php e que mereceu já uma homenagem oficial.
Como é que a Câmara se articula com outras câmaras congêneres?
JBC: Como todas as Câmaras são independentes na sua gestão e ações regionais, não existe a necessidade permanente de articulação, mas sempre que tal seja necessário temos a maior cooperação e apoio possível, sendo exemplo disso a boa harmonia que sempre reina nas Assembleias Gerais, e damos como exemplo o nosso contributo á instalação da Câmara de Santa Catarina, em Florianópolis.
E com as autoridades ou outras instituições portuguesas?
JBC: Estamos ligados e em sintonia com a Embaixada de Portugal no Brasil, com sede em Brasília, e com o vice-Consulado de Portugal em Curitiba, mantendo um relacionamento institucional e cooperação ativa.
A Câmara conta com algum apoio específico da Aicep (Agência de Promoção de Investimento e Comércio Externo de Portugal?
JBC: A Aicep-Brasil, sediada em São Paulo, dentro do Consulado de Portugal, é um órgão direto do Governo Português para a promoção de negócios e investimentos internacionais de ou para Portugal.
Sempre nos atende a qualquer solicitação específica dentro das normas de suas funções, mas nada mais que isso, pois embora estejamos no mesmo foco de angariação de negócios e relacionamentos empresariais no Brasil, nós somos considerados apenas uma associação privada, sem fins lucrativos.
Tem havido algumas iniciativas no sentido de sermos considerados parceiros institucionais com reconhecimento oficializado pelo Governo português, que garantisse mais apoios ao nosso trabalho totalmente voluntário, gratuito e altruísta, movido apenas por sentido patriótico. O que poderia resultar em mais interligação de ações conjuntas, já que estamos mais diversificados e localizados regionalmente em muitos estados do Brasil, bem mais próximos do relacionamento direto com as empresas e empresários, e outras atividades profissionais de pessoas físicas. Mas, infelizmente, talvez por uma questão de carência financeira, ainda não fomos reconhecidos como tal, o que estamos certos prejudica em muito maiores desenvolvimentos dos investidores de Portugal e de todo o Brasil.
Há algum relacionamento?
JBC: Claro que sim, a Aicep é considerada nossa parceira, a que estamos ligados por relacionamentos também orientados e concentrados pelo nosso Conselho. Mas, lamentavelmente, não recebemos a mesma avaliação, pois enquanto que em todos os nossos sites ( das câmaras) o logotipo da Aicep está presente, no site da Aicep não vemos a mesma referência, pois apenas verificamos em seus “Links úteis” a existência da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil, que embora seja a maior, é apenas representativa de São Paulo
Fonte: PORTUGAL DIGITAL
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