Portugal Digital
15 de junho 2010
Da Redação
Paris - Dilma Rousseff, a candidata do Partido dos Trabalhadores (PT) à Presidência do Brasil, para substituir Luiz Inácio Lula da Silva, garantiu esta terça-feira em Paris que caso seja eleita manterá a política externa do governo Lula. Uma mensagem que Dilma Rousseff transmitiu ao presidente francês, Nicolas Sarkozy, e que repetirá na Europa numa série de reuniões que terminará com um encontro com o primeiro-ministro português, José Sócrates.
Além de Sarkozy, Dilma Rousseff tem também na sua agenda europeia um encontro em Bruxelas, na Bélgica, com o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, com o primeiro-ministro de Espanha, José Luiz Zapatero, e com o chefe de Governo de Portugal, José Sócrates.
Dilma Rousseff embarcará de Madrid para Lisboa na sexta-feira à noite. No sábado de manhã a candidata do PT se reúne com o primeiro-ministro português, para no domingo regressar a Brasília.
Não é ainda conhecida a agenda do encontro com José Sócrates, mas a cooperação luso-brasileira tem conhecido novos desenvolvimentos nos últimos anos, com várias passagens de Lula da Silva por Portugal e de José Sócrates pelo Brasil. O intensificar da diplomacia tem permitido principalmente o reforço dos capitais brasileiros no mercado português, como os investimentos da Embraer em Évora e a compra da maioria do capital da Cimpor pela Camargo Corrêa e pela Votorantim.
Seja qual for a temática do encontro de Dilma Rousseff com o primeiro-ministro português, a candidata presidencial do PT já adiantou as linhas gerais da mensagem que traz ao continente europeu.
Dilma Rousseff falou em Paris sobre as dificuldades para a construção de um acordo entre o Mercosul e a União Européia. "As coisas demoram, o que não significa que a gente não tente realizá-las", afirmou Dilma Rousseff, citada no seu site pessoal de campanha. "Se a gente falasse em 2002 que a gente ia pagar a divida externa ninguém acreditaria e pagamos", acrescentou.
"[Essa viagem] estabelece claramente uma posição da minha campanha em relação ao cenário internacional. Nós vamos manter essa política externa do governo do presidente Lula que combina a diversificação de parcerias, é o caso de todo o nosso empenho em relações com a América Latina, com a África, e também com os nossos parceiros tradicionais, uma coisa não impede a outra. Muitas vezes me perguntam: ah, mas vocês têm política de privilegiar a América Latina, o Mercosul... E eu acredito que essa política de privilegiar o Mersosul tem que ser feita, afinal é a nossa região. Mas, isso não impede que haja o nosso empenho em estreitar as nossas relações com os países da Europa", explicou Dilma Rousseff.
A viagem da candidata petista pela Europa começou terça-feira. No domingo à tarde Dilma Rousseff estará de volta a Brasília.
Fonte: PORTUGAL DIGITAL