24 de junho 2010
Lisboa - A Galp Energia, petrolífera portuguesa que explora a área brasileira do Tupi em parceria com a Petrobras e o BG Group, veio confirmar o potencial de exploração do bloco BM-S-11, em águas ultraprofundas da bacia de Santos. O sétimo poço do Tupi foi perfurado com sucesso e contém petróleo com densidade ainda mais leve que a dos anteriores poços.
"A perfuração do sétimo poço na área de Tupi confirma o potencial de petróleo leve nos reservatórios do pré‐sal daquela área", refere a Galp em comunicado ao mercado. Este poço, informalmente conhecido como Tupi Alto, está localizado em lâmina de água de 2.111 metros, a cerca de 275 quilómetros da costa do estado do Rio de Janeiro e a 12 quilómetros a Nordeste do poço descobridor conhecido como Tupi.
"O poço Tupi Alto perfurado em posição estrutural mais elevada que os demais na área de Tupi, comprovou, através de amostragens de petróleo em teste a cabo, a descoberta de petróleo com densidade ainda mais leve (cerca de 30º API) do que a densidade média verificada nos outros poços de Tupi (cerca de 28º API)", informou ainda a Galp.
A petrolífera portuguesa indica que "as informações obtidas neste poço, em conjunto com as obtidas nos demais poços já perfurados na área, reforçam as estimativas do potencial de 5 a 8 mil milhões de barris de petróleo leve e gás natural recuperável nos reservatórios do pré‐sal da área de Tupi".
O comunicado explica que "o consórcio dará continuidade às actividades e investimentos previstos no plano de avaliação aprovado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, que prevê a perfuração de outros poços até à declaração de comercialidade, prevista para Dezembro de 2010".
A Galp Energia tem uma participação de 10% no consórcio que explora o BM‐S‐11, cabendo 65% à Petrobras (operadora) e 25% à BG Group. Nesta mesma bacia de Santos a Galp Energia detém ainda participações noutros três blocos: BM‐S‐8 (14%), BM‐S‐21 (20%) e BM‐S‐24 (20%).
Fonte: PORTUGAL DIGITAL