5 de julho 2010
Lisboa - A Portugal Telecom desmentiu notícias publicadas na imprensa do Brasil e de Portugal, segundo as quais estariam a decorrer negociações para uma fusão com a operadora Oi. Tal fusão possibilitaria a saída da PT da operadora de telefonia móvel Vivo, que detém em parceria com o grupo espanhol Telefónica.
Em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), de Portugal, a PT afirma que não mandatou ninguém para negociar qualquer fusão ou mesmo a aquisição de uma participação na operadora brasileira Oi.
Notícias publicadas pelo Globo e pelo Diário Económico, no último fim de semana, informavam que "os principais accionistas da PT", nomeadamente o Banco Espírito Santo (BES) e a Ongoing estariam a estudar "a possibilidade de fusão com a operadora brasileira Oi, de forma a encontrar uma alternativa no Brasil que permita obter luz verde do Governo à venda da Vivo aos espanhóis da Telefónica".
"O Conselho de Administração não se reuniu nem discutiu estas matérias, pelo que consequentemente não tomou nenhuma iniciativa nem constituiu nenhum mandatário para negociar com terceiros qualquer fusão com a Oi ou aquisição de participação", lê-se no comuniado da PT.
Na assembleia geral de dia 30 de junho, na qual o governo português inviabilizou a decisão maioritária de venda da posição da PT na Vivo à Telefónica, o grupo financeiro BES e o grupo de empresas de comunicação Ongoing, ambos com fortes interessesno Brasil, votaram a favor da venda.
A Ongoing veio, entretanto, a público afirmar que "não existem quaisquer negociações". "O mercado brasileiro é estratégico, mas as alternativas têm de ser vistas e propostas no quadro da própria PT", disse o presidente do grupo, Nuno Vasconcellos. A Ongoing lembra, no entanto, que sempre acarinhou a ideia de um "grande operador lusófono", o que coincide com idênticas manifestações nesse sentido feitas desde há bastante tempo por alguns setores próximos ao governo brasileiro.
Fonte: PORTUGAL DIGITAL