Belo Horizonte – Estreitar laços de cooperação, construir pontes, trocar experiências e criar uma rede de negócios internacional, sólida e duradoura, são alguns dos objetivos apontados pelo presidente da Câmara de Comércio e Indústria Franco Portuguesa (CCIFP), Carlos Pereira, que participará, em setembro, no Brasil, do V Encontro Negócios na Língua Portuguesa.
A CCIFP, representada por seu presidente, Carlos Vinhas Pereira, estará, pela primeira vez, presente no V Encontro Negócios na Língua Portuguesa(www.negociosnalinguaportuguesa.com).
A instituição participará na qualidade de visitante, informa, de Paris, Carlos Vinhas Pereira, ao Portugal Digital e ao África 21 Digital. O evento será realizado em Fortaleza, capital do estado brasileiro do Ceará, nos dias 28 e 29 de setembro.
Sobre a participação da CCIFP no encontro, o presidente assim se manifestou: “Trata-se, a meu ver, de uma estreia com grande significado. Com efeito, e como já tive aliás oportunidade de referir no meu depoimento sobre o evento, existem claras semelhanças em termos de espírito entre este Encontro Empresarial de Negócios da Língua Portuguesa e o Fórum dos Empresários e Dirigentes Portugueses e Luso-descendentes, da França".
"O primeiro é anualmente organizado, como se sabe, pelo Conselho das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil (CCPCB), e o segundo por nós, CCIFP, em Paris. Tratam-se, a meu ver, das duas mais importantes instituições de representação dos empresários portugueses no estrangeiro atualmente existentes. Para se ter uma ideia, para o nosso Fórum deste ano contamos ter a presença de cerca de 500 empresários, mais presença ministerial francesa e portuguesa, que temos, aliás, assegurado desde a primeira edição”.
Criar um Conselho de Câmaras europeu
Carlos Vinhas Pereira disse que sua grande expectativa em relação ao V Encontro é que justamente nele os empresários falem entre si e, dentre outras coisas, aprofundem uma ideia que, pouco a pouco, disse constatar que vai ganhando consistência entre todos os empresários portugueses no estrangeiro: o da criação de estruturas regionais de congregação e de representação dos empresários portugueses da Diáspora (emigração).
“O objetivo é simples: aproveitar estes nossos laços de afinidade portuguesa ou lusófona para criarmos uma rede de negócios internacional sólida e duradoura”, frisou.
"E como é que isto se pode concretizar?", interroga-se o presidente da câmara luso-francesa. "A minha resposta é simples: tem que ser feita por etapas, e de forma o mais pragmática possível. E, nesse sentido, penso que estamos todos no bom caminho. O Encontro já vai na sua 5ª edição, o nosso Fórum conhecerá a sua 3ª em 19 de outubro. Esta regularidade atesta a capacidade de mobilização das nossas duas estruturas, e prova que outras estruturas nacionais se podem inspirar no nosso modelo".
Carlos Pereira cita o exemplo polonês. "Aqui na Europa, por exemplo, a Câmara de Comércio portuguesa na Polônia já é uma realidade, assim como na Espanha, e na Alemanha, a VPU (Federação de Empresários Portugueses na Alemanha) tem-nos consultado para saber como poderão adquirir o estatuto de Câmara de Comércio".
"Existe claramente espaço para a criação de uma supra-estrutura que federe todas estas estruturas nacionais na Europa: um Conselho das Câmaras de Comércio Portuguesas na Europa, que não poderia obviamente deixar de se inspirar, pelo menos parcialmente, no modelo do CCPCB", defende o presidente da entidade.
Parcerias
“Entretanto, e paralelamente a este projeto, penso que temos todo o interesse em desenvolver desde já toda uma série de parcerias concretas entre a CCIFP e a rede de Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil".
As condições objetivas parecem já existir, segundo Carlos Pereira. "Isto porque nós temos cada vez mais membros que vêm até nós e que dizem estar interessados em desenvolver os seus negócios no Brasil e em Angola, aproveitando o fato de falarem a mesma língua e de estes constituírem dois mercados emergentes da maior importância".
"Da mesma forma, estou seguro que existirão vários membros das Câmaras no Brasil que gostariam de operar na França, e de ter um apoio nesse sentido dentro do país”, incentiva o presidente da Câmara Franco Portuguesa.
Fonte: Portugal Digital