15 de agosto 2010
Brasília - O movimento recente dos investidores chineses em ativos minerais do Brasil levantou preocupação nos setores brasileiros de siderurgia e mineração. Esse será um dos temas do encontro do Grupo de Acompanhamento do Crescimento (GAC), formado por representantes de empresários e pelo governo, que acontece em Brasília no dia 18, segundo "O Estado de S. Paulo".
Entidades empresariais como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Instituto Aço Brasil (IABr) têm uma série de argumentos prontos para apresentar a Guido Mantega, ministro da Fazenda, Miguel Jorge, do Desenvolvimento, Sergio Rezende, de Ciência e Tecnologia, e Henrique Meirelles, presidente do Banco Central, de acordo com o mesmo jornal.
Na sua edição de hoje, "O Estado de S. Paulo" indica que há quem defenda que a invasão chinesa é uma ameaça à soberania brasileira, mas os riscos comerciais parecem ser o verdadeiro temor brasileiro. Ao explorarem o minério brasileiro, dizem os empresários, os chineses teriam condições de aumentar a produção de aço, da qual são líderes mundiais e vendê-lo no mercado internacional, inclusive no Brasil, a preços mais baixos.
Segundo Marco Polo de Mello Lopes, presidente executivo do IABr, o governo brasileiro deveria negociar com os chineses as mesmas condições encontradas pelas corporações nacionais na China. "Se o governo brasileiro quer deixar comprar mina no Brasil, é justo que haja reciprocidade", afirma Marco Lopes, citado pelo jornal de São Paulo.
Fonte: PORTUGAL DIGITAL