Lisboa - O líder do PSD, principal partido da oposição ao governo do primeiro-ministro José Sócrates, do PS, disse, quinta-feira (23), que não haverá "qualquer negociação prévia" para aprovar o Orçamento de Estado para 2011, segundo o ministro Silva Pereira.
A recusa do Partido Social Democrata está a ter grande repercussão nos meios políticos e na imprensa portuguesa. A recusa ao diálogo prévio, antes da votação na Assembleia da República, não significa necessariamente que os parlamentares do PSD venham a votar contra a proposta do governo ou que o Executivo do primeiro-ministro Sócrates não venha a fazer alterações de modo a obter a aprovação, na opinião de analistas políticos.
Pedro Silva Pereira revelou, na conferência de imprensa do Conselho de Ministros, que Passos Coelho “recusa qualquer negociação prévia com o objectivo de garantir uma aprovação prévia do Orçamento”.
“O Governo como é seu dever tomou a iniciativa de convidar o PSD para uma negociação prévia tendo em vista a provação do OE para 2011”, afirmou Silva Pereira em conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros.
O Governo “mostrou disponibilidade ao PSD” para negociar e mesmo em “aproximar-se das iniciativas” propostas pelo maior partido da oposição.
“Todavia esta manhã Passos Coelho respondeu ao convite dizendo que o PSD recusa qualquer negociação prévia com o objectivo de garantir uma aprovação prévia do Orçamento”, disse o ministro da Presidência, citado pelo Negócios online.
“Recusar o diálogo num momento tão importante pode ser a solução mais conveniente” a nível “partidário” para o PSD, “mas não para os portugueses”, nem é uma atitude “responsável para com o Paí", afirmou Pedro Silva Pereira.
O governo espera que o PSD “saiba estar a altura das suas responsabilidades na altura de votar o Orçamento do Estado para 2011”.
“O País não precisa que se fomente” a desconfiança e que se especule “que podemos nem sequer ter um Orçamento”. “Esperamos que esta atitude não comprometa a possibilidade de viabilidade do Orçamento”, disse o ministro.
Fonte: PORTUGAL DIGITAL