Jorge Horta
Lisboa - A Aicep - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal vai mudar de cara no Brasil. A representação da Aicep em São Paulo, até agora chefiada por Clementina Garrido, será assumida por Bernardo Ivo Cruz, que já trabalhava para a Aicep em Londres e que chega ao Brasil na próxima sexta-feira.
Bernardo Ivo Cruz, 42 anos, é formado pela Universidade Lusíada de Lisboa e tem um doutoramento em Ciência Política na Universidade de Bristol. A mudança de Londres para São Paulo foi recebida com entusiasmo. "É um grande desafio, numa das mais vibrantes economias do Mundo e num dos mais importantes parceiros que Portugal tem", comentou no seu blog.
O novo interlocutor da representação económica lusa no Brasil esteve em Lisboa e em Timor-Leste entre 2005 e 2007 e regressou a Londres em janeiro de 2008, onde ficou a dirigir o centro de negócios da Aicep.
Bernardo Ivo Cruz irá substituir, já a partir da próxima sexta-feira, 1 de outubro, Maria Clementina Garrido, que cessa a sua comissão de serviço a 30 de setembro. A nomeação de Bernardo Ivo Cruz foi formalizada por despacho dos ministros dos Negócios Estrangeiros e da Economia, Luís Amado e José Vieira da Silva, no final de julho.
Clementina Garrido dizia em entrevista ao Portugal Digital em agosto do ano passado que a missão da Aicep no Brasil passa por "conseguir que as empresas e os produtos portugueses estejam presentes no mercado brasileiro com uma presença relevante, contribuindo para o crescimento das relações bilaterais económicas e comerciais entre os dois países".
"A AICEP tem por vocação captar e apoiar o investimento brasileiro para Portugal, mas apenas no caso de investimentos superiores a 25 milhões de euros, os chamados grandes investimentos contratualizados. São os investimentos que em geral terão impacto na economia e por essa razão são tratados de forma específica e muito cuidada pelo Governo de Portugal", assinalava nessa entrevista a ainda responsável da Aicep em São Paulo.
Bernardo Ivo Cruz irá, num escritório com quase uma dezena de pessoas, confrontar-se com uma realidade económica semelhante à que Clementina Garrido enfrentou, marcada pela "enorme carga tributária que o Brasil cobra na importação de muitos produtos", conforme a própria descrevia na entrevista do ano passado.
Mas pelo menos uma mudança é certa no ambiente que o novo director da Aicep em São Paulo encontrará: um novo presidente à frente dos destinos do Brasil.
Fonte: PORTUGAL DIGITAL