"Yield" das obrigações a 10 anos já acentuou a tendência de subida e segue já a negociar nos 7,139%, ao subir mais de 10 pontos base.
Lisboa - O juro da dívida portuguesa a 10 anos está a aumentar, nesta quinta-feira (11), 6,1 pontos base para 7,139%, o que corresponde a um novo máximo desde que existe o euro, enquanto o juro cobrado pela dívida a dois anos ultrapassaou os 5% pela primeira vez desde Maio.
Este valor da taxa de juro portuguesa refere-se ao índice de preços genéricos das obrigações da Bloomberg, noticia o Negócios Online. Nas obrigações com maturidade em Junho de 2020, uma das linhas de financiamento do Estado, os juros chegaram ultrapassar os 7% há duas sessões.
No entanto as taxas de juro genéricas da dívida pública são as que têm sido utilizadas como referência, já que consistem num índice de remuneração da várias linhas de financiamento com maturidades próximas dos 10 anos, o que confere maior significância ao indicador.
A taxa de juro das obrigações a cinco anos está a subir 26,4 pontos base para 6,398% e a “yield” das obrigações a dois anos sobe 31,5 pontos base para 5,074%, superando os 5% pela primeira vez desde Maio deste ano.
Em contrapartida, os juros cobrados à Alemanha estão a diminuir, o que aumenta o prémio da dívida portuguesa em todos os prazos.
Por cada 100 euros que Portugal pediu emprestados ao longo deste ano, 86 vieram do estrangeiro. "No total das emissões realizadas em 2010, 86% da dívida (títulos da dívida pública) foi comprada por bancos estrangeiros", segundo o presidente do Instituto de Gestão do Crédito Público (IGCP), Alberto Soares, em declarações ao Diário Económico. Assim,
Mas na emissão de quarta-feira - a última do ano - a banca internacional esteve mais afastada. Ontem, a participação da banca internacional foi de 70%, enquanto os restantes 30% de dívida ficaram em Portugal.
O ambiente de crise e desconfiança por parte dos investidores está a refelectir-se nos fundos.
Nos primeiros dez meses do ano, os portugueses tiraram dos fundos de investimento 2.323,2 milhões (2,3 bilhões) de euros.
Em Outubro, os resgates voltaram a superar as entradas, de acordo com a Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Património (APFIPP).
Segundo a APFIPP, os fundos receberam 356,9 milhões de euros, enquanto as saídas atingiram os 619,3 milhões.
Fonte: PORTUGAL DIGITAL