Bradesco, Itaú, Vale e Banco do Brasil estão entre as acções mais procuradas pelos fundos de investimento portugueses.
Jorge Horta
Lisboa - O investimento dos fundos portugueses no mercado brasileiro cresceu em outubro, com ainda mais acções brasileiras a entrarem na lista dos títulos mais procurados pelas sociedades gestoras de fundos. Entre os dez títulos do mercado internacional de acções com mais relevo nas carteiras lusas, cinco são de grupos do Brasil.
O Bradesco continua a ser líder absoluto no investimento em acções dos fundos portugueses. O banco brasileiro representava por via das suas acções ordinárias 327,4 milhões de euros de investimento português (29,2% do que os fundos tinham aplicado fora da União Europeia e bem mais que os 175,8 milhões de euros investidos no Banco Espírito Santo, o principal alvo dos fundos em Portugal). A esta verba há que somar 14,3 milhões de euros aplicados pelos fundos de investimento portugueses nos títulos do Bradesco negociados nos Estados Unidos (ADR).
O Itaú é outro grupo brasileiro que tem despertado o interesse dos gestores de carteiras em Portugal. O Itaú, que é o segundo maior accionista do Banco Português de Investimento (BPI), representava no final de outubro 13,5 milhões de euros de aplicações dos fundos portugueses, mais 3,8% que no mês anterior, segundo os dados disponibilizados pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
Os títulos ADR da brasileira Vale também figuram no topo das preferências dos investidores lusos, com 11,6 milhões de euros aplicados pelos fundos (mais 7,8% que no mês de setembro). E o Banco do Brasil, apesar de uma queda mensal de 5,8%, permanece nessa lista, com 9,2 milhões de euros de investimento dos fundos portugueses.
Entre as preferências dos fundos de investimento lusitanos fora da União Europeia estão ainda as acções da Nestlé, Novartis, UBS, Apple e Tanzanian Royalty.
BES lidera em Portugal
No mercado nacional de acções a posição de liderança é do Banco Espírito Santo (BES), onde os fundos portugueses tinham 175,8 milhões de euros aplicados no final do mês passado, com um crescimento de 5,5% face a setembro.
A Semapa foi a segunda acção mais procurada pelos fundos, com 42,5 milhões de euros aplicados. A Zon Multimedia passou a representar, com um crescimento de 21,9%, 40,5 milhões de euros do investimento dos fundos portugueses.
Mas os maiores crescimentos foram registados pelos títulos da EDP e da Brisa. A EDP teve uma variação positiva de 66%, passando a corresponder a 22,4 milhões de euros de investimento dos organismos colectivos lusos, enquanto a Brisa cresceu quase 46% e assumiu um peso de 33,9 milhões de euros.
No final de outubro os fundos de investimento portugueses tinham 678,8 milhões de euros aplicados em acções nacionais, 779,8 milhões de euros em acções do resto da União Europeia e 1.121 milhões fora da União Europeia.
No investimento total dos fundos, que inclui não só acções mas também outros títulos, dos 10,7 mil milhões de euros que estavam investidos em outubro, 517,4 milhões de euros (4,8% do total) estavam no Brasil, mais 0,6% que no mês anterior.
Fonte: PORTUGAL DIGITAL