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     21/05/12

 
Dilma Rousseff anuncia novos ministros

Na pasta da Agricultura, permanece no comando o atual ministro Wagner Rossi. Na pasta de Minas e Energia, o senador Edison Lobão retorna ao cargo.

Brasília – A presidenta eleita do Brasil, Dilma Rousseff, confirmou oficialmente esta quarta-feira (8), por meio de nota, mais dez ministros do seu governo, que começará no próximo dia 1º de janeiro. Desses, cinco são do PMDB, três do PT e um do PR.

Na pasta da Agricultura, permanece no comando o atual ministro Wagner Rossi (PMDB-SP). Na pasta de Minas e Energia, o senador Edison Lobão (PMDB-MA) retorna ao cargo. O senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) assumirá o Ministério da Previdência.

Dilma também chamou o ex-deputado e ex-governador do Rio de Janeiro, Moreira Franco (PMDB-RJ), para ocupar a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), órgão ligado à Presidência da República com status de ministério. O titular do Ministério do Turismo será Pedro Novais (PMDB-MA).

O atual ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, (PT-PR) assumirá o Ministério das Comunicações. A Secretaria de Comunicação da Presidência da República ficará com a jornalista Helena Chagas, ex-diretora de jornalismo da EBC e assessora de Dilma durante a campanha.

Dilma confirmou o nome da deputada Maria do Rosário (PT-RS) para a Secretaria Especial de Direitos Humanos. Ela ocupará o lugar do ministro Paulo Vannuchi. Já a Secretaria Especial da Pesca será comandada pela senadora Ideli Salvatti (PT-SC).

Do PR, Dilma vai nomear o ex-ministro do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, Alfredo Nascimento (PR-AM), para o Ministério dos Transportes. Ele havia deixado o governo para disputar as eleições para o governo de seu estado, mas acabou perdendo o pleito.

Na nota divulgada pela assessoria de imprensa da transição, Dilma informa que pediu a todos os ministros que trabalhem de forma integrada com os demais setores do governo para dar cumprimento ao seu programa de desenvolvimento, com distribuição de renda e estabilidade econômica.

Os ministros-chave de Dilma

Garibaldi Alves Filho
Previdência Social

O senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), escolhido para ministro da Previdência Social do governo Dilma Rousseff, começou sua vida pública como secretário-chefe da Casa Civil, da prefeitura de Natal, em 1969. Nascido e criado na capital do Rio Grande do Norte, o senador foi eleito quatro vezes consecutivas para o cargo de deputado estadual, a partir de 1971. A sua ascensão na carreira política continuou em 1985, quando foi eleito prefeito de Natal. Dois anos depois, Garibaldi Filho se elegeu pela primeira vez para o Senado Federal.

O futuro ministro da Previdência também foi eleito e reeleito governador do Rio Grande do Norte a partir de 1994, mas não completou o segundo mandato, deixando a chefia do governo para disputar novamente uma vaga ao Senado. Em 2008, assumiu a presidência do Senado Federal num momento de turbulência com a saída de Renan Calheiros (PMDB-AL). Este ano, Garibaldi Alves foi eleito mais uma vez para o Senado.

Nelson Jobim
Defesa

Convidado pela presidenta eleita, Dilma Rousseff, a permanecer no cargo de ministro da Defesa, Nelson Jobim assumiu o órgão em julho de 2007, durante o segundo mandato do presidente Lula, após a crise aérea. Filiado ao PMDB, Jobim não faz parte da lista de indicações do partido para a composição da equipe ministerial. Para o vice-presidente eleito, Michel Temer (PMDB-SP), a manutenção de Jobim na Defesa é considerada como da cota pessoal da presidenta eleita.

Gaúcho de Santa Maria, Jobim formou-se em direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em 1968. Após a formatura, dedicou-se ao exercício da advocacia até 1994. Na política, foi duas vezes deputado federal pelo Rio Grande do Sul (1987 e 1991). Nelson Jobim foi ministro da Justiça, de janeiro de 1995 a abril de 1997, no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. Nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), por decreto em abril de 1997, também integrou o Tribunal Superior Eleitoral como juiz substituto (STF) e, em 2004, presidiu STF, porém aposentou-se voluntariamente pouco antes do término de seu mandato de presidente da Corte.

Edison Lobão
Minas e Energia

Edison Lobão (PMDB-MA), 74 anos, assumiu o Ministério de Minas e Energia pela primeira vez em janeiro de 2008, depois que a então ministra Dilma Rousseff passou ao comando da Casa Civil. Ele deixou o cargo em março deste ano, para concorrer à reeleição no Senado. Em outubro, foi eleito senador pela quarta vez, com 1,7 milhão de votos.

Durante a administração de Lobão no Ministério de Minas e Energia, o governo começou a debater as mudanças no marco regulatório do petróleo e a distribuição dos royalties do petróleo da camada pré-sal. Lobão também tratou de questões como a negociação com o Paraguai sobre o Tratado de Itaipu, o começo da construção das Usinas Hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau e das primeiras etapas do licenciamento ambiental para a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.

Pedro Novais
Turismo

Aos 80 anos, o deputado federal Pedro Novais (PMDB-MA) chegou ao Ministério do Turismo depois de seis mandatos na Câmara. Está na Casa desde 1979, quando ocupou o cargo pela primeira vez. Antes, havia sido eleito deputado estadual pelo Maranhão. Antes de exercer cargo eletivo, Novais foi auditor fiscal do Tesouro Nacional e secretário de Fazenda do Maranhão.

Formado em direito, Novais é ligado ao grupo político do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Na década de 90, ele chegou a ser citado na Comissão Parlamentar de Inquérito dos Anões do Orçamento, que investigou fraudes e esquema de desvio de recursos por meio de emendas parlamentares.

Paulo Bernardo
Comunicações

O futuro ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, chegará ao comando de uma pasta cheia de desafios e precedido de sua atuação à frente Ministério do Planejamento. Entre os desafios está o de implantar o Plano Nacional de Banda Larga e a lei de comunicação eletrônica, e os desafios relativos às concessões de rádio e de TV e de recolocar os Correios nos trilhos.

Paulo Bernardo Silva nasceu em 10 de março de 1952 na cidade de São Paulo. Foi bancário e, já vivendo no Paraná, foi eleito deputado federal pelo PT, partido do qual é filiado desde 1985, para a legislatura entre 1991 e 1995. Reelegeu-se em 1994 e, durante o segundo mandato, foi vice-líder do PT e presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle. Entre 1999 e 2000 ocupou o cargo de Secretário de Fazenda do Estado do Mato Grosso do Sul. Em janeiro de 2001 foi nomeado secretário de Fazenda do município de Londrina – cargo que ocupou março de 2002. Elegeu-se pela terceira vez deputado federal em 2002.

Wagner Rossi
Agricultura

O ministro Wagner Rossi assumiu o Ministério da Agricultura no começo de abril no lugar de Reinhold Stephanes, que deixou o cargo para se candidatar à reeleição para deputado federal pelo Paraná. A influência de Rossi dentro do partido, principalmente junto ao vice-presidente eleito Michel Temer, o levaram a ser convidado pela presidenta Dilma Rousseff a permanecer no cargo.

Rossi é formado em direito pela Universidade de São Paulo (USP), onde foi colega e se tornou amigo de Temer, atual presidente do PMDB. Também fez pós-graduação na USP em economia política, mestrado em educação na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e é PhD em administração e economia da educação pela Bowling Green State University of Ohio, nos Estados Unidos.

Alfredo Nascimento
Transportes

O futuro ministro dos Transportes do governo Dilma Rousseff, Alfredo Nascimento foi ministro dos Transportes no governo Lula, deixando o cargo para concorrer ao governo do Amazonas nas eleições deste ano. Ele nasceu na cidade de Martins (RN) em 1952. É formado em letras e matemática pela Universidade Federal do Amazonas e tem especialização em administração de pessoal, de materiais e auditoria em recursos humanos pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

O futuro ministro dos Transportes foi superintendente da Zona Franca de Manaus (Suframa) e secretário de Fazenda e de Administração do governo Amazonino Mendes (1987- 1990). Em 1988, assumiu a prefeitura de Manaus como interventor durante seis meses. Em 1994, foi eleito vice-governador do Amazonas na chapa liderada por Amazonino Mendes. Dois anos depois, em 1996, Nascimento deixa o cargo de vice-governador para concorrer à prefeitura de Manaus, e vence as eleições. Em 2000, foi reeleito. Em 2004, é convidado pelo presidente Lula para assumir o Ministério dos Transportes.

Fonte: PORTUGAL DIGITAL
 

Acesso Restrito
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