O presidente chinês Hu Jintao enviou uma carta ao presidente (sul-africano) Jacob Zuma para convidá-lo a participar na cúpula dos Bric que será realizada na China.
Pretória - A África do Sul foi convidada a se unir aos Bric, o grupo das grandes potências emergentes formado pelo Brasil, Rússia, Índia e China, informou sexta-feira a ministra sul-africana dos Negócios Estrangeiros, Maite Nkoana-Mashabane.
"A China, na sua condição de presidente do Bric, convidou a África do Sul para se integrar como membro pleno no que, adiante, se chamará Brics", informou a ministra dos Negócios Estrangeiros da África do Sul.
Os Bric formam um grupo díspar de grandes economias emergentes, três das quais (China, Índia e Brasil) se converteram no motor da recuperação econômica mundial, depois de ter superado sem problemas seus competidores ocidentais na crise mundial surgida em 2008.
De 2000 a 2008, os quatro membros do Bric representaram cerca do 50% de crescimento econômico mundial e essa porcentagem deve aumentar a 61% até 2014, segundo projecções do Fundo Monetário Internacional (FMI).
A ministra sul-africana indicou que, na quinta-feira, recebeu uma ligação de seu colega chinês, Yang Jiechi, para comunicar-lhe o convite.
"O presidente (chinês) Hu Jintao enviou uma carta ao presidente (sul-africano) Jacob Zuma para convidá-lo a participar na cúpula dos Bric que será realizada na China, no primeiro trimestre de 2011 ", acrescentou.
Os Bric já celebraram duas cúpulas, na Rússia, em 2009, e no Brasil, em Abril deste ano, e buscam exercer um maior peso nos grandes assuntos mundiais, apesar da diversidade de seus interesses.
"Juntos, Brasil, Rússia, Índia e China contribuem com 15% do PIB mundial. Somos países onde tudo é em grande escala. Representamos quase a metade da população mundial, 20% da superfície terrestre e temos recursos naturais abundantes", afirmou o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, em um artigo publicado antes da última cúpula do grupo.
"Os Bric já não são um conjunto de letras. São uma referência inegável na adoção das principais decisões internacionais", acrescentou o presdiente brasileiro na ocasião.
Fonte: PORTUGAL DIGITAL