Grupo português está atento "às oportunidades existentes em mercados como o Brasil, a Turquia e os países da Europa de Leste", disse um gestor da Sonae.
Lisboa - O grupo português Sonae, que em 2005 vendeu a sua operação de distribuição no Brasil à Wal-Mart, voltou a incluir o mercado brasileiro na lista de oportunidades de negócio a analisar, de acordo com a edição de hoje do "Jornal de Negócios".
"Em termos internacionais", o grupo está agora atento "às oportunidades existentes em mercados como o Brasil, a Turquia e os países da Europa de Leste", disse o líder da direcção corporativa da Sonae, Luís Reis, ao jornal português.
É naqueles destinos, indicou o mesmo responsável, que a administração da Sonae pensa que os seus formatos "apresentam vantagens competitivas face aos aí existentes".
Actualmente, no Brasil o grupo luso mantém apenas a operação de desenvolvimento de centros comerciais, estando em curso o processo de entrada da Sonae Sierra Brasil na Bovespa.
Foi no final de 2005 que a Sonae decidiu abandonar o negócio dos supermercados no Brasil, ao vender por 1,6 mil milhões de reais, mais de 600 milhões de euros, a Sonae Distribuição Brasil, que geria então 150 lojas com as bandeiras Hipermercados BIG, Nacional Supermercados, Mercadorama e Maxxi Atacado.
Antes a Sonae já tinha vendido 10 lojas no Estado de São Paulo ao grupo Carrefour.
Actualmente, a Sonae tem a sua presença internacional na área da distribuição concentrada em Espanha e Arábia Saudita. Em Portugal o grupo fundado pelo milionário Belmiro de Azevedo concorre especialmente contra o grupo, também português, Jerónimo Martins.
Fonte: PORTUGAL DIGITAL