Numa conjuntura regional mediterrânea adversa e num quadro de alguma instabilidade em alguns países africanos, que poderão sofrer o contágio da turbulência no norte do continente, é previsível que os empresários e investidores portugueses reforcem o interesse pelo Brasil.
Os resultados das relações comerciais entre Portugal e o Brasil em janeiro deste ano, divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), mostram um sensível incremento, comparando com o mesmo mês do ano passado. No entanto, a pauta de exportações e importações bilaterais mostra que nada de novo surgiu nos fluxos comerciais de um e outro lado do Atlântico. Do lado português, o azeite, o bacalhau, as peras frescas, os cimentos e os vinhos lideram a lista do que mais foi vendido por Portugal aos importadores brasileiros; já da parte brasileira, o petróleo, o açúcar, e os laminados de ferro e aço comandaram os envios para os portos portugueses.
A crise política e as convulsões sociais que atingem os países do Norte de África e Oriente Médio deverão ter sérios reflexos não apenas no mercado do petróleo mas em toda a economia, em geral.
Numa conjuntura regional mediterrânea adversa e num quadro de alguma instabilidade em alguns países africanos, que poderão sofrer o contágio da turbulência no norte do continente, é previsível que os empresários e investidores portugueses reforcem o interesse pelo Brasil, cujas taxas de crescimento, embora bem mais modestas que as dos velhos e novos tigres asiáticos, são mesmo assim bastante sedutoras.
Fonte: Portugal Digital