Da Redação
Lisboa - Basílio Horta, o presidente da Aicep, a agência portuguesa para a captação de investimentos, defende um maior investimento brasileiro em Portugal. Numa entrevista hoje publicada no semanário "Expresso", Basílio Horta é claro: "gostaria que tivéssemos mais investimento do Brasil".
O presidente da Aicep afirmou que não se espantaria se a portuguesa Galp Energia abrisse o seu capital à brasileira Petrobras. "Isso não me espantava nada. Tal como [a Galp] já fez com o capital angolano. Quanto mais capital angolano tivermos nas empresas portuguesas, mais segura está a nossa ligação a Angola", disse Basílio Horta, defendendo que "no Brasil devemos ter o mesmo grau de intensidade e de ligações".
Segundo o presidente da Aicep, Portugal tem agora 15 mil milhões de euros investidos no Brasil, o que Basílio Horta diz ser "um esforço muito grande para um país como Portugal". Daí a necessidade de reforçar o investimento no sentido contrário.
Uma das apostas recentes do Brasil em Portugal foi o investimento da Embraer numa fábrica em Évora. Mas ao mesmo tempo que vão surgindo novos investimentos outros desaparecem. É o caso da Marcopolo, que encerrou a sua fábrica de carroçarias em Coimbra. Em Portugal permanecem outras unidades industriais de controlo brasileiro, como são os casos da Weg, na Maia, e da Lusosider, da CSN, no Seixal.
Fonte: Portugal Digital