Ministro da Fazenda indicou que a medida que objetiva reduzir o ingresso de dólares no país visa conter o consumo, mantendo o investimento.
Brasília – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que as medidas anunciadas ontem (06) pelo governo para desestimular a tomada de crédito no exterior e conter a valorização do real não são tomadas como "pílulas”. As ações têm sido adotadas de acordo com a necessidade do mercado.
O governo anunciou quarta-feira a ampliação da cobrança de 6% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre os empréstimos de bancos e empresas brasileiras no exterior com prazos inferiores a 720 dias.
"O objetivo é reduzir o ingresso de dólares no país e evitar uma valorização excessiva do real', disse Mantega. A medida já está a valer para os empréstimos tomados a partir desta quinta-feira (7).
Na semana passada, o governo havia tornado a cobrança obrigatória para as operações inferiores a 360 dias.
"Temos um rol de medidas que podemos tomar e procuramos tomar medidas que não interfiram muito na economia. Claro que poderíamos tomar medidas mais drásticas, mas aí começa a ter efeito colateral", disse o ministro.
Mantega acrescentou que a medida que objetiva reduzir o ingresso de dólares no país visa conter o consumo, mantendo o investimento. "Restringir muito o crédito no exterior pode afetar investimento, temos que ser cautelosos. Tomo a medida e vejo o resultado, não queremos comprometer investimento, de modo que a economia não tenha retração", afirmou Guido Mantega.
Por esse motivo, as ações têm sido anunciadas por etapas. "Para você calibrar isso, não é fácil. Prefiro errar para menos no início do que para mais, e a gente vai corrigindo. Medida que dose o remédio, que não tem efeito colateral porque, senão, conserta uma coisa e estraga outra. É por isso que a gente vai fazendo, [medidas] não são pilulas", finalizou.
Fonte: PORTUGAL DIGITAL