O "Governo decidiu dirigir à Comissão Europeia um pedido de assistência financeira por forma a garantir as condições de financiamento ao nosso país".
Lisboa - O primeiro-ministro português, José Sócrates, confirmou, em mensagem ao país na noite de quarta-feira (6), que o "Governo decidiu dirigir à Comissão Europeia um pedido de assistência financeira".
O "Governo decidiu dirigir à Comissão Europeia um pedido de assistência financeira por forma a garantir as condições de financiamento ao nosso país, sistema financeiro e economia", disse Sócrates.
"É o momento para assumir as responsabilidades perante o País. E é em nome do interesse nacional que digo aos portugueses que é preciso dar este passo", disse o primeiro-ministro demissionário, que, ao longo das últimas semanas, reafirmou declarações de que Portugal não precisava de ajuda financeira externa.
"Chegou o momento" em que se não fosse tomada esta decisão, Portugal correria "riscos".
Em conferência de imprensa, José Sócrates, que indicou que esta decisão foi comunicada ao Presidente da República, explicou que a rejeição do PEC agravou de forma dramática a situação financeira do país».
"Vivemos tempos de exigência e responsabilidade. Um tempo para cada um dar o melhor de si próprio ao serviço de Portugal e dos portugueses", disse. "Lutei todos os dias para isto não acontecesse", afirmou.
O primeiro-ministro voltou a criticar a rejeição do PEC IV [pacote de medidas de austeridade] na Assembleia da República no passado dia 23 de Março. "A rejeição do PEC foi o sinal mais errado que o País podia ter dado. Foi o sinal errado no momento errado", disse José Sócrates.
"Foi o sinal mais errado que o país podia ter dado aos mercados financeiros. Foi o sinal errado no momento errado", disse.
Fonte: PORTUGAL DIGITAL