O programa que o governo português pretende divulgar na próxima semana quer “reinventar” a economia do país europeu de forma tão profunda quanto o Plano Real, na década de 90, no Brasil, revelou ontem, no Rio, o ministro da Economia e Emprego de Portugal, Álvaro dos Santos Pereira. Segundo ele, o programa de desregulamentação e abertura representa motivo adicional para empresas brasileiras investirem em Portugal. Com maior atratividade aos novos investimentos, o país ibérico almeja voltar a crescer.
O ministro, que participou no Rio do 6º Encontro Brasil-Portugal, se negou a comentar a possível ajuda negociada pelos países dos Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) às nações europeias em crise. O socorro, que se daria por meio da compra de bônus emitidos por esses países, deverá envolver contrapartidas, como o reconhecimento da China como uma economia de mercado. Tanto o ministro da Economia, quanto o ministro Adjunto de Assuntos Parlamentares do país, Miguel Relvas, fizeram questão de afirmar que o objetivo da visita ao Rio era apenas atrair investimentos e estreitar cooperação técnica.
“Assim como o Brasil soube se reinventar com o audaz Plano Real, Portugal saberá se reinventar e voltar a crescer”, afirmou Santos Pereira, ao acrescentar que o Brasil deve encarar Portugal como porta de entrada para a União Europeia.
Cerveja lusa em bares do Rio
Quarta marca em vendas do grupo Heineken na Europa, a cerveja portuguesa Sagres será produzida no Brasil a partir de 2012 pela Sociedade Central de Cervejas e Bebida (SCC). Presidente da SCC, Alberto da Ponte revelou ontem que a estratégia da empresa é desembarcar gradativamente no País, inicialmente pelo Rio e estados do Nordeste.
Fonte: Ricardo Rego Monteiro, O Dia online