Exportações portuguesas sofrem abrandamento no segundo trimestre de 2012
As exportações portuguesas tiveram um crescimento de 6,8 por cento no segundo trimestre de 2012 face ao mesmo período do ano anterior, mas sofreram um abrandamento relativamente ao trimestre anterior, quando a taxa de crescimento homólogo era de 11,6 por cento. Números hoje publicados pelo Instituto Nacional de Estatística revelam ainda que a taxa de cobertura de bens (importações suportadas pelas exportações) chegou aos 83 por cento entre abril e junho.
De acordo os dados difundidos esta quinta-feira pelo INE, “as exportações aumentaram 6,8 por cento e as importações diminuíram 8,3 por cento no segundo trimestre de 2012, face ao período homólogo de 2011”. Comportamento que “determinou um desagravamento do défice da balança comercial no montante de 1973,1 milhões de euros”.
No trimestre anterior, porém, a taxa de crescimento homólogo era de 11,6 por cento. Por outro lado, os dados indiciam um abrandamento no mês de junho: as exportações cresceram, então, 9,2 por cento face a 2011, mas caíram 2,1 por cento na comparação com o mês de maio, o que, sublinha o Instituto Nacional de Estatística, constitui um “reflexo do decréscimo registado no comércio extracomunitário”.
Já as importações prosseguiram a trajetória de queda no segundo trimestre. Depois de um recuo de 3,3 por cento nos primeiros três meses de 2012, evidenciaram uma regressão homóloga de 8,3 por cento, o que reflete uma acentuada quebra do consumo.
O INE destaca também que a taxa de cobertura do comércio de bens – percentagem de importações suportada pelas exportações – chegou aos 83 por cento no trimestre de abril a junho, uma taxa superior em quase 12 pontos percentuais àquela que se verificava no mesmo período do ano passado. Quanto ao comércio extracomunitário, a taxa ascendeu a 83,6 por cento.
As estatísticas do INE para o comércio internacional de bens mostram que a taxa de cobertura se manteve invariavelmente aquém dos 65 por cento de 2004 a 2010, com as exportações a representarem menos de dois terços das importações.
Fonte: RTP Notícias
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