Lisboa - Administradores das brasileiras Camargo Corrêa e Votorantim, que se tornaram os maiores accionistas da Cimpor, estarão esta semana em Lisboa para darem início às conversações sobre o futuro conselho de administração da cimenteira portuguesa, segundo noticia o "Jornal de Negócios".
Na sua edição de hoje, o jornal português indica ainda que a vinda dos gestores da Camargo e da Votorantim servirá para refutar a ideia de que os dois grupos brasileiros actuaram de forma concertada para inviabilizar a oferta pública de aquisição (OPA) da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).
A mesma fonte refere que os responsáveis brasileiros pretendem reunir com os restantes accionistas da cimenteira portuguesa e têm também encontros marcados com a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
Recorde-se que na semana passada a CMVM revelou esclarecimentos dados pela Secretaria de Defesa Económica do Brasil (SDE) sobre o processo de aquisição da maioria do capital da Cimpor pela Camargo e Votorantim.
A Votorantim Cimentos e a Camargo Corrêa poderão ser impedidas de intervir na gestão da Cimpor em matérias que digam respeito à actuação da cimenteira portuguesa no mercado brasileiro, segundo uma medida cautelar que a Secretaria de Defesa Económica (SDE), do Ministério da Justiça do Brasil, requereu ao CADE - Conselho Administrativo da Defesa Económico.
Uma das orientações dadas pela SDE passa por "proibir a Votorantim Cimentos, S.A. e a Camargo Corrêa, S.A. ou quaisquer dos seus accionistas, directores ou outras pessoas indicadas para actuar em seu nome e de acordo com os seus interesses individuais, de exercer qualquer ingerência ou influência na Cimpor em relação a quaisquer das suas unidades no Brasil, inclusive abstendo-se de participar em reuniões do Conselho de Administração que tratem de decisões ou informações sensíveis nessa matéria".
Além disso, a SDE pediu ao CADE que tome uma medida para proibir Votorantim, Camarco Corrêa, Lafarge e Cimpor de realizar qualquer transferência de activos relacionados com os negócios que desenvolvem no Brasil.
Fonte: Portugal Digital