A Confederação Empresarial da CPLP “é uma peça chave” para a inter-relação entre as economias dos países de língua portuguesa, disse, no sábado, à agência Lusa, Murteira Nabo, um dos impulsionadores da iniciativa.
Murteira Nabo, que já foi secretário adjunto e Encarregado do Governo de Macau e é presidente da GALP, sublinhou a importância estratégica da confederação na promoção dos negócios entre países lusófonos. “A confederação é uma peça chave para a promoção de negócios, para a relação e uma inter-relação muito mais forte entre as economias destes países”, referiu.
“Portugal tem de ficar mais liberto da Europa, mantendo-se fortemente europeu, mas tem de se ligar mais ao Atlântico Sul, ao Atlântico Norte, à comunidade de países lusófonos”, defendeu.
Depois de constituída a confederação, os primeiros órgãos sociais do movimento iniciam funções na segunda quinzena de Julho, quando o Chefe de Estado português passar a presidência ao homólogo angolano.No seio da CPLP, Murteira Nabo considera que a vertente económica é a que está mais atrasada na cooperação multilateral, mas defende que a língua, o “factor de união” e a cultura devem ser potenciadas por todos os governos da lusofonia como motor do fomento e desenvolvimento económico conjunto do bloco dos países de língua portuguesa. “Portugal tem imensas coisas a dar aos outros países de língua portuguesa e estes a Portugal”, disse ao salientar que todos possuem imensas “vantagens comparativas recíprocas” e devem “aproveitar esse espaço, esse mercado, essa unidade”.Para Murteira Nabo Portugal é, no contexto europeu, “muito pequeno” e com “poucas vantagens comparativas na Europa” contrariamente ao que acontece no mundo da lusofonia.
Fonte: Jornal de Angola