Depois de mais de 500 anos do Descobrimento do Brasil, chegou a hora de os brasileiros descobrirem com mais profundidade o impacto da presença dos portugueses em território nacional, principalmente na cidade do Rio de Janeiro. A influência do sentimento empreendedor português, que se alastrou pelos mais diversos setores da economia ainda está presente no nosso dia a dia.“De Pai para Filho – Imigrantes Portugueses no Rio de Janeiro” conta toda a trajetória dessa imigração ao longo de um século e como a tradição lusitana foi preponderante na formação das engrenagens que alavancaram o desenvolvimento carioca e fluminense. A publicação, patrocinada pelo Instituto Light em parceria da Lei de Incentivo da Secretaria Estadual de Cultura e coordenado pela Ciclame Produções e Eventos, será lançada no dia 10 de junho, no Consulado de Portugal.
O presidente da Light, Jerson Kelman, explica a importância do projeto: “A contribuição dos imigrantes para a formação econômica e cultural do Rio é um dos principais focos da linha de projetos patrocinados pela companhia, por intermédio do Instituto Light. A empresa está comprometida em incentivar ações que resgatem aspectos importantes, mas ainda pouco divulgados, da história da cidade.”
A obra é resultado de mais de um ano de pesquisas em bibliotecas, acervos pessoais e de empresas públicas e privadas, além de entrevistas com imigrantes e seus parentes. Toda a herança portuguesa é relembrada com histórias curiosas durante um passeio pelo Rio antigo, pela formação da identidade econômica e cultural. Para que o leitor possa aproveitar ainda mais esse passeio há mais de 300 fotos e ilustrações que mostram toda essa identificação entre os dois países.
"Não costumamos ver o empreendedorismo como um traço cultural do brasileiro, mas esta é uma característica muito marcante na nossa história, e devemos agradecê-la em grande medida aos imigrantes portugueses, que deixaram fortes marcas na vida produtiva, associativa e cultural de nosso país e, particularmente, no Rio de Janeiro." – defende Sílvio Rabaça.
Editado pela Documenta Histórica, o livro foi organizado por Mozart Vitor Serra e Carlos Alberto Rabaça. Os textos são assinados por Gustavo Guimarães Barbosa e Silvio Roberto Rabaçã. A obra, com capa dura e composta por 208 páginas, será vendida nas principais livrarias do estado.